Lollapalooza BR fecha 13ª edição com line-up potente e olhar para o futuro
- há 3 horas
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Addison Rae, Lorde e KATSEYE movimentam o encerramento com performances intensas.
por Letícia Pinheiro e Briel Araújo, para o Vivendo de Shows
O Lollapalooza Brasil chegou ao fim de sua 13ª edição com números que reforçam sua força: 285 mil pessoas passaram pelo Autódromo de Interlagos ao longo dos três dias de festival. O último dia manteve o ritmo alto, com estreias aguardadas, retornos marcantes e shows que apontam para o futuro da música global.
Entre os destaques, a estreia do grupo KATSEYE e o retorno de Lorde deram o tom do encerramento, consolidando um line-up que equilibrou diferentes gerações e estilos. E, para quem já está pensando no próximo rolê, o festival confirmou o Lollapalooza 2027, com vendas começando em breve.

Um dos nomes que chamou atenção foi Djo, projeto musical de Joe Keery, conhecido por interpretar Steve em Stranger Things. Em sua primeira vez no Brasil, ele mostrou consistência artística com faixas como “Awake”, “Basic Being Basic” e “End of Beginning”, conquistando o público além da fama na atuação.

Outro momento de grande repercussão veio com Addison Rae, que transformou o palco em um espetáculo pop cheio de atitude. Indicada ao Grammy de Artista Revelação, a cantora reuniu uma multidão de fãs, muitos com perucas rosas e entregou coreografias marcantes, além de uma cena que viralizou: uma “chuva” de notas de dinheiro com seu rosto, reforçando sua estética e presença de palco.

Fabricio Soares Teixeira — o FBC — é cria das batalhas de MC de Belo Horizonte, e carrega isso no corpo desde que sobe num palco. No Lollapalooza, antes de qualquer nota, a bandeira da Palestina já estava erguida. Não como gesto — como declaração de princípio. FBC faz questão de deixar claro quem ele quer no show e quem ele não quer: "quero que meu show seja um ponto de conexão, mas também de separação. Separar o joio do trigo." Pra quem conhece a trajetória dele, não surpreende. "Se Tá Solteira" virou hit nas plataformas e levou FBC para um público muito além do hip hop. Em 2023, O Amor, o Perdão e a Tecnologia Irão nos Levar para Outro Planeta flertou com house music e boogie Discogs, sendo escolhido pela APCA como um dos 50 melhores álbuns nacionais do ano. Cada disco, uma virada de chave — sem nunca perder o fio político que costura tudo.
Assaltos e Batidas (2025), álbum pelo qual veio a turnê que passou pelo Lolla, é o mais combativo da carreira. O disco revisita o boombap com peso político e samples clássicos — Racionais MC's, Carlos Marighella, filmes como Rede de Intrigas e Os 12 Macacos — para criar um retrato urbano que denuncia violência policial, desigualdade de renda e exploração do trabalhador.
Uma escolha estética, visceral, verdadeira e política. No palco Flying Fish, foi potencializado e sentido pelo público.

Tem shows que entram na história de um festival. O de Lorde foi um desses — considerado por público e imprensa o melhor da noite, e talvez o mais marcante da edição inteira.
O que une todas essas eras não é o som — é a densidade. Lorde sempre foi mais exigente que seus contemporâneos: nas letras, nas identidades visuais, nas perguntas que faz sobre fama, juventude e identidade. Cada disco é um argumento, não apenas uma coleção de músicas.
No Lollapalooza, tudo isso virou ritual coletivo. O show parecia um culto — não no sentido vago que se usa pra qualquer artista cult, mas literalmente: um autódromo inteiro cantando cada palavra, cada inflexão, sem folga. Em um dos vários momentos de troca com o público, ela foi direta: "crescemos juntos, passamos pelas mesmas coisas, ficamos feios e bonitos juntos." Simples assim. E foi exatamente isso que a plateia respondeu de volta.
Jovem ainda — mas já claramente um dos grandes nomes da música do nosso tempo.

No Palco Flying Fish, o encerramento ficou por conta do KATSEYE, que fez sua estreia no Brasil com um show energético e altamente coreografado. No repertório, faixas como “Debut”, “Touch”, “My Way”, “Gnarly” e o hit “Gabriela” mantiveram o público em alta do início ao fim.
A grade foi dominada pelos fãs os “Lolletes”, mas o show também atraiu pessoas de diferentes idades, incluindo crianças e pré-adolescentes, mostrando o alcance da nova geração. Os lightsticks espalhados pela plateia completaram o visual típico dos grandes shows pop globais.

Outros nomes importantes, como Turnstile e Tyler, The Creator, também passaram pelo festival e ganharam coberturas especiais, reforçando a diversidade artística que marcou esta edição.
Pensando no futuro, o festival já deu o próximo passo. O Lollapalooza 2027 está confirmado, com pré-venda iniciando no dia 24 de março, ao meio-dia, exclusiva para clientes Bradesco, next, Bradescard e Digio, pelo site da Ticketmaster. A venda geral será anunciada em breve.
Com um line-up potente, público engajado e experiências que atravessaram gêneros e gerações, o Lollapalooza Brasil encerra mais um capítulo reafirmando seu lugar como um dos maiores festivais do mundo e deixando aquele gostinho de “até o próximo”.
E se você acompanhou tudo com a gente, já sabe: segue por aqui que ainda tem muito show, festival e história pra viver.

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