Guilherme Arantes recebe a Medalha UBC 2026 em celebração aos 50 anos de carreira
- há 2 dias
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Compositor de clássicos como "Planeta Água" e "Meu Mundo e Nada Mais" é homenageado pela União Brasileira de Compositores em cerimônia especial em São Paulo
por Redação Vivendo de Shows

Cinquenta anos de carreira. Cerca de 400 composições. Melodias que atravessaram gerações e continuam vivas na memória afetiva do Brasil. É com esse legado que Guilherme Arantes recebe a Medalha UBC 2026, distinção criada pela União Brasileira de Compositores para reconhecer grandes nomes da música brasileira.
A honraria será entregue no dia 7 de abril, em evento para convidados no Cantaloup Living Room, em São Paulo.
Uma homenagem à altura
A cerimônia contará com um pocket show especial, no qual artistas convidados interpretarão canções de autoria de Arantes. Já estão confirmados Vanessa Moreno, Fernanda Takai, Jonathan Ferr e Tiê, com acompanhamento do pianista franco-brasileiro Aymeric.
Esta é a terceira edição da Medalha UBC — em 2024, a honraria foi entregue ao compositor e letrista Fausto Nilo, em Fortaleza; em 2025, ao ícone do Axé Music Luiz Caldas, em Salvador.
O próprio Guilherme Arantes expressou a emoção pelo reconhecimento:
"A medalha da UBC é um presente muito querido e afetivo, de parte da minha, da nossa família de autores e compositores, uma família que me orgulha muito pertencer."
Para Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC, a obra de Arantes é singular:
"Guilherme é um artesão raro de sonoridades que abraçam e mobilizam sentimentos da melhor tradição da música brasileira. Celebrando 50 anos de carreira, mais do que nunca sua obra se consolida como atemporal e transcendente."
Um mestre da música popular brasileira
Nascido em São Paulo em 1953, Guilherme Arantes começou seus estudos de piano clássico ainda na adolescência. Nos anos 1970, mergulhou no rock progressivo com a banda Moto Perpétuo antes de iniciar uma carreira solo que rapidamente o colocou entre os maiores nomes da MPB.
Com 27 álbuns lançados, sua obra combina MPB, pop e rock com harmonias sofisticadas, arranjos centrados no piano e letras que transitam entre natureza, espiritualidade, amor e reflexões sobre a vida. Clássicos como "Planeta Água", "Amanhã", "Chega de Charme" e "Meu Mundo e Nada Mais" seguem sendo regravados por artistas como Maria Bethânia, Simone, Fábio Jr., Leila Pinheiro e Roupa Nova — e presentes em trilhas sonoras que atravessam décadas.
Em 2026, além da homenagem, Arantes prepara uma turnê especial para celebrar suas cinco décadas de estrada pelo país.

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