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Festival Sai da Rede celebra 15ª edição com shows gratuitos de revelações da música brasileira no Rio

Com apresentações de nomes como Dora Morelenbaum, Maria Beraldo, Chico Brown e KING Saints, evento promove oito shows em dois espaços culturais da cidade entre os dias 6 e 9 de maio Por Letícia Pinheiro, fundadora do Vivendo de Shows

CAMILLA MONTEIRO, CHICO BROWN, DORA MORELENBAUM E JOSIEL KONRAD (ACIMA) KING SAINTS, LUIZ OTÁVIO, MARIA BERALDO E MUATO (ABAIXO) ESTÃO NO FESTIVAL SAI DA REDE 2025
CAMILLA MONTEIRO, CHICO BROWN, DORA MORELENBAUM E JOSIEL KONRAD (ACIMA) KING SAINTS, LUIZ OTÁVIO, MARIA BERALDO E MUATO (ABAIXO) ESTÃO NO FESTIVAL SAI DA REDE 2025

O Festival Sai da Rede chega à sua 15ª edição com uma proposta potente: reunir, no Rio de Janeiro, algumas das vozes mais interessantes da nova cena musical brasileira. Entre os dias 6 e 9 de maio, o evento ocupa dois palcos icônicos da cidade — o Teatro Municipal Carlos Gomes, no Centro, e o Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca — com uma programação gratuita e diversa.

Ao longo de sua trajetória, o Sai da Rede realizou 100 shows em cidades como São Paulo, Salvador, Brasília e Belo Horizonte, firmando-se como vitrine para artistas em ascensão. Em 2025, o festival volta ao Rio de Janeiro com apresentações de Camilla Monteiro, Chico Brown, Dora Morelenbaum, Josiel Konrad, KING Saints, Luiz Otávio, Maria Beraldo e Muato. Os shows acontecem sempre às 19h.

A distribuição de ingressos para as apresentações no Teatro Carlos Gomes será feita online a partir do dia 29 de abril, pelo site da ElevenTickets (via RIO Cultura). Já os ingressos para o Centro da Música Carioca serão distribuídos presencialmente nos dias de show, a partir das 18h. O festival integra o edital Pró-Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura.

Entre o digital e o palco

Criado em 2011, o Sai da Rede nasceu com o propósito de dar visibilidade a artistas que transitam entre o ambiente digital e os palcos físicos. Além de abrir espaço para novas sonoridades, o festival é também um espaço de debate e reflexão social, pautando temas como equidade de gênero, antirracismo e justiça social.

"A gente quer ver o Sai da Rede cada vez mais presente no calendário cultural do Brasil. É um festival que preza pelo capricho: damos palco de qualidade para artistas em início de carreira e acompanhamos com alegria o crescimento deles", afirma Amanda Menezes, diretora artística do evento.

Pedro Seiler, responsável pela curadoria, reforça que o festival sempre esteve atento às transformações do cenário musical. “Desde o surgimento do Spotify até as tendências no TikTok, o Sai da Rede se manteve na vanguarda. Tivemos o privilégio de apresentar nomes como Liniker, Rubel, Tássia Reis, Silva, Luedji Luna e BaianaSystem antes do reconhecimento nacional”, diz.

A programação

O evento começa no dia 6 de maio, no Teatro Carlos Gomes, com o pianista e compositor Luiz Otávio, que apresenta seu álbum Essa Maré. A noite segue com Dora Morelenbaum, integrante do Bala Desejo, que traz ao palco o show de PIQUE, seu disco mais recente, mergulhado em R&B, jazz e MPB.

Na noite seguinte, 7 de maio, o teatro recebe Josiel Konrad, com seu jazz periférico e político, e Maria Beraldo, que estreia no Rio o disco Colinho, seis anos após Cavala, em um espetáculo que mistura samba, punk e free jazz.

A programação segue nos dias 8 e 9 de maio no Centro da Música Carioca, na Tijuca. Camilla Monteiro abre a nova fase do festival com faixas de seu primeiro disco, Obrigada, de Nada. No mesmo dia, Chico Brown, filho de Carlinhos Brown e neto de Chico Buarque, apresenta um show autoral inédito com influências do reggae e da MPB.

Encerrando o festival, KING Saints apresenta no dia 9 seu álbum SE EU FOSSE UMA GAROTA BRANCA, com identidade afrofuturista e humor ácido. Muato fecha a programação com o espetáculo DERÊ - Concerto Sobre o Pagode, um mergulho inovador na música romântica dos anos 90, com arranjos sofisticados e elementos do jazz e spoken word.

Atividades formativas

Além dos shows, o festival realiza no dia 7 de maio, no Teatro Carlos Gomes, a oficina gratuita "Mergulho em dança e arte surda com o Projeto SOM". A atividade, com interpretação em Libras, será conduzida pelos artistas Clara Kutner, Luciano Camara e bailarinos da Cia SOM. A experiência sensorial une flamenco, língua de sinais e improvisação coletiva. Com vagas limitadas, a oficina é voltada a maiores de 14 anos, com prioridade para pessoas surdas.


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