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Belo Horizonte recebe o I Colóquio Nosso Drama e debate o futuro do streaming

  • 22 de abr.
  • 6 min de leitura

Evento gratuito reúne pesquisadores e profissionais para discutir séries, mercado audiovisual e os impactos da inteligência artificial


por Redação Vivendo de Shows


Créditos: divulgação
Créditos: divulgação

O streaming mudou tudo — e agora é hora de entender pra onde isso vai. Nos dias 4 e 5 de maio, Belo Horizonte recebe o I Colóquio Nosso Drama: Produção, Mercado e Poética de Séries Televisivas na América Latina, iniciativa do grupo COMCULT, ligado à UFMG.

Gratuito e aberto ao público, o evento propõe uma imersão nas transformações do audiovisual, com foco na criação, produção e circulação de séries em tempos de streaming e novas tecnologias.

Entre a teoria e o set

A ideia aqui não é só papo acadêmico isolado. O colóquio nasce justamente para conectar quem estuda e quem faz. Participam pesquisadores de instituições como USP, Mackenzie, UNEF e Unifesspa, além de convidados internacionais, ampliando o debate sobre o cenário latino-americano.

Segundo a coordenadora Mariana de Almeida Ferreira, o encontro busca aproximar teoria e prática, criando um espaço onde metodologias acadêmicas e experiências do mercado realmente conversem.

O que está em jogo

A programação passa por temas que estão moldando o presente e o futuro do setor. Roteiro, processos criativos e o impacto da Inteligência Artificial entram no centro das discussões, junto com questões como regulação do streaming no Brasil e os caminhos da produção seriada na América Latina.

Em um cenário cada vez mais dominado por plataformas como a Netflix, entender essas dinâmicas deixou de ser nicho e virou necessidade para quem quer trabalhar — ou simplesmente acompanhar — o audiovisual contemporâneo.

Mais que debate

Além dos painéis e mesas, o evento também abre espaço para o público com atividades culturais. Mostra de séries, bazar de livros e feira de artesanato entram na programação, ampliando a troca com a cena criativa local.


Com apoio da Fapemig e do CNPq, o I Colóquio Nosso Drama se posiciona como um ponto de encontro estratégico para pensar o audiovisual latino-americano com profundidade e visão de futuro. Serviço

I Colóquio Nosso Drama: produção, mercado e poética das séries televisivas na América Latina - 4 e 5 de maio

Abertura: 4/05, às 15h

Local: Centro Cultural UFMG -Av. Santos Dumont, 174 - Centro, Belo Horizonte - MG, 30111-040

Inscrições gratuitas: Link 

Mais informações: Link / @comcultufmg / 31 983444981 (Mariana) 

PROGRAMAÇÃO

Dia 1 - 04/05 (segunda-feira)

15h - Seminário

Construir universos, contar histórias: teoria e prática aplicadas a séries de ficção - Parte I

A atividade discute estratégias de construção de mundos ficcionais em séries contemporâneas, articulando teoria e prática a partir de exemplos latino-americanos. O objetivo é compreender como o worldbuilding sustenta narrativas seriadas consistentes no cenário atual.

Participante: João Araújo (UNEF/UFBA)

17h - Intervalo

17h30 - Mesa redonda

Nosso Drama: processos de ensino, pesquisa e extensão para um cenário contemporâneo do audiovisual A mesa apresenta o projeto Nosso Drama, que integra ensino, pesquisa e extensão para investigar os impactos do streaming na produção de séries. Serão discutidas as transformações no mercado, os processos de criação voltados para plataformas digitais e experiências como o Nosso Drama Lab, dedicado à formação de roteiristas. O debate inclui ainda análises comparativas da ficção seriada em países como Brasil, Colômbia e México. Participantes: Mariana de Almeida Ferreira (UFMG), Simone Maria Rocha (UFMG) e Marcos Vinícius Meigre e Silva (Unifesspa)

Mediação: Millena Ohana Santos (UFMG)

18h30 - Intervalo

19h - Palestra de abertura

Roteiro e escrita no audiovisual em tempos de Inteligência Artificial O pesquisador Marcelo Muller propõe uma reflexão sobre os impactos da Inteligência Artificial na criação dramatúrgica. A palestra aborda desde o uso de IA em salas de roteiro até novas formas narrativas, discutindo autoria, processos de trabalho e os limites dessas tecnologias no audiovisual contemporâneo. Convidado: Marcelo Muller (USP)

Mediação: Simone Maria Rocha (UFMG)

Dia 2- 05/05 (terça-feira)

14h30 - Painel

Uma década de Originais Netflix na América Latina: panorama de um mercado que redefiniu os modos de fazer televisão O painel analisa os impactos dos originais de plataformas como a Netflix na América Latina, discutindo mudanças nas práticas industriais, nas narrativas e nas dinâmicas culturais do setor. A análise considera mercados como Brasil, México e Colômbia, destacando continuidades e rupturas no modelo audiovisual. Participantes: Tomaz Penner (USP/Mackenzie) e Verónica Heredia-Ruiz (ITM-Colômbia)

Mediação: Mariana de Almeida Ferreira (UFMG)

16h - Intervalo

16h30 - Seminário


Construir universos, contar histórias: teoria e prática aplicadas a séries de ficção - Parte II

A atividade discute estratégias de construção de mundos ficcionais em séries contemporâneas, articulando teoria e prática a partir de exemplos latino-americanos. O objetivo é compreender como o worldbuilding sustenta narrativas seriadas consistentes no cenário atual.Convidado: João Araújo (UNEF/UFBA)

18h30 – Intervalo

19h – Mesa de encerramento

Regular para resistir: ofício de roteirista e soberania audiovisual no Brasil

A mesa reúne profissionais do setor para discutir os desafios do trabalho no audiovisual diante das transformações do streaming. O debate aborda condições de trabalho, dados recentes da produção nacional e a importância da regulação para fortalecer a indústria brasileira e garantir a soberania audiovisual.Participantes: Thaís Olivier (ABRA), Raquel Valadares (Anima Lucis/API)

Mediação: Marcos Vinícius Meigre e Silva (Unifesspa) 

Currículos

Mariana de Almeida Ferreira é jornalista pela UFPA, produtora cultural, professora do PPGCOM/UFMG, pesquisadora Conhecimento Brasil (CNPq) e vice-líder do grupo de pesquisa Comunicação e Cultura em Televisualidades (COMCULT/UFMG). Doutora em Comunicação Social pela UFMG. Coordena o curso de formação de roteirista Nosso Drama Lab - Laboratório de desenvolvimento de projetos de ficção seriada para TV (UFMG). Coordenadora geral do I Colóquio Nosso Drama.

 

Simone Maria Rocha é professora titular do Departamento de Comunicação Social e do PPGCOM/UFMG. Líder do Grupo de Pesquisa em Comunicação e Cultura em Televisão (COMCULT), membro da enRedo - Rede e Laboratório Integrados de Assessoria de Conteúdos em Ficção Seriada Televisiva e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Coordena o curso de formação de roteirista Nosso Drama Lab - Laboratório de desenvolvimento de projetos de ficção seriada para TV (UFMG). Coordenou e escreveu a coleção e a série audiovisual Enredo: o desenvolvimento de séries para streaming no Brasil.

 

Marcos Vinicius Meigre e Silva é professor assistente da Unifesspa, vice-diretor da FACOM e vice-coordenador do curso de Jornalismo. Doutor e mestre em Comunicação Social pela UFMG. Integrante do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura em Televisualidades (COMCULT/UFMG). Lidera o Núcleo de Estudos em Audiovisual (NEA/Unifesspa), coordena o projeto de pesquisa "Ficção seriada para streaming e a construção de mundos ficcionais a partir da Amazônia brasileira" e o projeto de extensão "EnRedo: Rede de tutoria e assessoria para submissão de projetos em leis de fomento no contexto da Amazônia brasileira".

 

João Araújo é doutor em Comunicação pela UFBA. Docente da UNEF/Bahia. Professor, pesquisador, coordenador e produtor cultural. Publicou mais de 30 trabalhos e atuou na coordenação de projetos como “Jogos de Todos os Santos: um estudo da construção de mundos ficcionais nos videogames baianos” (Lei Aldir Blanc Bahia 2020), “Vários Mundos, Uma Bahia: Um Estudo da Ficção Seriada Baiana” (fundo setorial de audiovisual 2019) e, mais recentemente, “Lentes Coloridas: Profissionais LGBTQIAPN+ no Audiovisual Baiano” (financiado pela Lei Paulo Gustavo). Participou ainda dos projetos educacionais “Áudio Visões: Oficina de Letramento em Séries de TV” (LPG Bahia, 2023) e Estação do Drama (PPGCCC-UFBA).

 

Marcelo Muller é professor de Inteligência Artificial no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da USP. Professor permanente no PPGARTES - UFC. Doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela USP. Formado na especialidade de direção no Curso Regular da Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV). Diretor e roteirista, dirigiu o longa-metragem "Eu te Levo" e escreveu "Infância Clandestina", "O Outro Lado do Paraíso", "Amanhã Nunca Mais", entre outras obras audiovisuais. É co-autor da série "Encerrados" (Netflix Argentina, Globoplay) e "Brilhante F.C." (TV Brasil, Nickelodeon).

 

Tomaz Penner é formado em Publicidade pela UFPA. Mestre e Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP. Foi pesquisador visitante na Universidade do Texas em Austin (Estados Unidos) e já participou de redes de pesquisa internacionais, em parcerias com empresas como Globo e IBOPE. Atualmente, é professor no Centro de Ciências Sociais Aplicadas na Universidade Presbiteriana Mackenzie. É vice-coordenador do Grupo de Pesquisa Linguagens e Discursos nos Meios de Comunicação (GELiDis - ECA/USP). 

Verónica Heredia Ruiz é professora Programa de Cinema da Instituição Universitária ITM de Medellín e doutoranda em Comunicação pela Universidade de Málaga. É comunicadora social e jornalista, mestre em Comunicação com ênfase em Análise de Meios pela Universidade de Antioquia, mestre em Comunicação, Tecnologias e Criatividade do Setor Audiovisual pela Universidade Internacional da Andaluzia. Seu interesse de pesquisa se concentra na estratégia de produção de conteúdo original da Netflix na Colômbia (2015–2025). 

Thaís Olivier é cientista Social pela UFMG, pós-graduada em Roteiro para TV, Cinema, Web e Multiplataformas pela UVA. Atual Presidente da ABRA. Seu longa Deus Nos Guie está sendo produzido pela Lombada Filmes em coprodução com a Argentina. É roteirista e diretora do curta Farpa (2025) e Mulheres da Terra (2025). Também é roteirista dos curtas Marinas (2017), Fazenda Boa Vista (2025), Panis et Circensis (2024).

 

Raquel Valadares é roteirista, diretora e produtora na Anima Lucis Produções, casa do longa Homem-Carro (2014), da série gastronômica À Moda da Casa (2016) e do curta Corpo de Bollywood (2007), todas obras de não-ficção. Também foi, pela API, uma das lideranças na batalha da regulação do VoD, integrando a coordenação da campanha digital #ÉdoBrasil (2023). Bacharel em Cinema pela UFF e Mestre em Artes, Cultura e Linguagem pela UFJF, há mais de 15 anos compõe equipes criativas de documentários para cinema e televisão, sendo o longa baiano em finalização “Não Deixe O Samba Morrer” o seu trabalho de direção mais recente.

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