UBC lança estudo inédito sobre o crescimento da música eletrônica no Brasil
- 22 de mai.
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Relatório destaca ascensão global de DJs brasileiros, força do público nacional e desafios estruturais do setor por Letícia Pinheiro, editora chefe do Vivendo de Shows

A UBC lançou o estudo inédito Mapa da Música Eletrônica no Brasil, relatório que analisa o cenário da música eletrônica no país em 2025. Desenvolvido em parceria com a Brazil Music Conference, o levantamento traça um panorama sobre crescimento do setor, comportamento do público, expansão internacional de artistas brasileiros e os principais desafios enfrentados pela indústria.
O estudo foi apresentado durante o Hot Beats Music Conference, realizado nesta quarta-feira (21), no Rio de Janeiro, reunindo profissionais e representantes do mercado musical.
Segundo o relatório, o Brasil vive uma fase de consolidação e amadurecimento da música eletrônica, deixando de ser apenas consumidor de tendências internacionais para se tornar também exportador de artistas e sonoridades. Nomes como Alok, Vintage Culture, Mochakk e Liu aparecem como exemplos dessa projeção global, acumulando milhões de seguidores e presença constante em festivais internacionais.
O levantamento também destaca o fenômeno chamado de “Brazilian Storm”, que representa o fortalecimento dos DJs e produtores nacionais em grandes eventos ao redor do mundo. Festivais como Coachella, Primavera Sound e Sónar passaram a incluir artistas brasileiros em posições de destaque em seus line-ups.
Outro ponto abordado é o perfil do público brasileiro, descrito como jovem, conectado e altamente engajado nas redes sociais. O estudo aponta que fãs de música eletrônica no Brasil consomem mais de 16 horas semanais do gênero, com forte influência das plataformas digitais na descoberta de novos artistas.
Apesar do crescimento acelerado, o relatório também evidencia desafios estruturais, como altos custos de produção, dificuldade de captação de patrocínios, concentração de público em grandes festivais e entraves relacionados à arrecadação de direitos autorais.
Entre as oportunidades identificadas estão a expansão da cena para novas regiões do país, colaborações internacionais e a mistura da música eletrônica com gêneros brasileiros como funk, pop e sertanejo — combinação que reforça a criatividade e o potencial híbrido da cena nacional.
O estudo foi desenvolvido por Camilo Rocha, Claudio da Rocha Miranda Filho e Maurício Soares, profissionais com longa trajetória no mercado da música eletrônica brasileira. Acesse o relatório clicando aqui: https://www.ubc.org.br/publicacoes/relatorios
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