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THAMI transforma exaustão em força criativa no single “Ainda é Pouco”

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Nova faixa do projeto Relevuras mergulha nas pressões do tempo e do mercado com sonoridade neo soul e estética noventista


por Redação Vivendo de Shows e Macete Music


Foto: Guto Sena
Foto: Guto Sena

Tem música que vem leve. E tem música que vem porque precisava sair. É nesse segundo lugar que THAMI entrega “Ainda é Pouco”, novo single do projeto Relevuras, que segue construindo seu próximo álbum em partes.


Depois de “Fiquei Assim”, parceria com Rashid, a artista aprofunda o discurso e encara de frente um tema que muita gente sente, mas pouca gente verbaliza: a sensação de estar sempre fazendo muito… e ainda assim não sair do lugar.

A faixa nasce desse incômodo. Um desabafo sobre o conflito entre esperar e correr, entre confiar no tempo e lidar com a pressão constante por resultado. Não fica só no pessoal, ela amplia a conversa para o que rola no mercado musical hoje, especialmente pra quem constrói carreira de forma independente.

Groove, alma e verdade

Musicalmente, “Ainda é Pouco” mergulha no neo soul, com arranjos orgânicos e uma construção guiada pelo groove. Os metais gravados ao vivo trazem calor e textura, enquanto referências do gospel aparecem na força coral e na espiritualidade que atravessa a faixa.

A produção é de Duda Raupp e rolou totalmente à distância, conectando cidades como São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Mesmo assim, o resultado mantém uma sensação de proximidade, quase de palco.

Visual que conversa com a ideia

O lançamento chega acompanhado de um clipe com direção criativa de Guile Farias e imagens de Guto Sena. A estética puxa referências dos anos 90, reforçando a ideia de que o “novo” muitas vezes nasce do que retorna e se reinventa.

Caminho em construção

THAMI vem consolidando seu espaço na nova cena de R&B e MPB brasileira com consistência. Depois do EP Nua (2022) e do álbum Labirinto (2024), o projeto Relevuras aponta para uma fase mais madura, tanto sonora quanto conceitualmente.

Aqui, vulnerabilidade não é fraqueza. É matéria-prima.

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