Igor Lazier e Rafael Mallmith homenageiam o choro com álbum autoral
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Atualizado: há 12 horas
Disco chega no Dia Nacional do Choro com composições inéditas e releituras.
Por Briel Araújo, para o Vivendo de Shows.
O choro ganha novos contornos sem perder suas raízes em “7 Sentidos”, novo álbum do duo formado por Igor Lazier e Rafael Mallmith. O projeto chega às plataformas no dia 23 de abril, data simbólica que marca o Dia Nacional do Choro e o aniversário de Pixinguinha, um dos maiores nomes da história do gênero.

Com 11 faixas, sendo oito autorais, o disco nasce com uma proposta clara: homenagear a tradição do choro enquanto abre espaço para novas possibilidades sonoras. A dupla aposta em uma formação pouco convencional dentro do estilo, dois violões de 7 cordas, um de aço e outro de nylon que se alternam entre base e solo, criando diálogos ricos e dinâmicos.
“O disco busca trazer uma visão nova para o choro, essa tradição tão forte da música brasileira”, explica Igor. “Apostamos em composições próprias e nessa formação de dois violões de 7 cordas, explorando diferentes possibilidades sonoras”, completa.
A proposta reforça o papel do violão para além do acompanhamento, trazendo o instrumento para o centro da narrativa musical. O resultado é um trabalho que transita entre o clássico e o contemporâneo, mantendo o espírito do choro enquanto experimenta novas formas de expressão.
Entre os destaques está “Daniele”, composição de Dino 7 Cordas, que ganha sua primeira gravação oficial. A obra foi descoberta por Igor no acervo da Casa do Choro, reforçando o caráter de pesquisa e resgate presente no projeto.
O álbum também marca momentos importantes na trajetória dos artistas. Para Igor, é seu primeiro trabalho como solista ao violão, enquanto Rafael com mais de duas décadas de carreira vê o projeto como um espaço de troca e construção conjunta. “Mesmo sendo uma tradição centenária, o choro continua sendo renovado por novas gerações”, destaca Rafael. “Nosso objetivo é contribuir para essa renovação, trazendo improviso, novas ideias e novos arranjos”.
No repertório, o público encontra faixas autorais como “Swan”, “Paulistano”, “Fofocando” e “Choro Improvisado”, além de clássicos como “Choro Triste 2”, de Garoto, e “Tira Poeira”, de Sátira Bilhar conectando diferentes tempos da música instrumental brasileira.
Mais do que um tributo, “7 Sentidos” se apresenta como um ponto de encontro entre passado e futuro, mostrando que o choro segue vivo, pulsante e em constante transformação.

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