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Projeto “Bezerra da Silva 100 Anos” é lançado no Rio com série, musical e timaço da música

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Iniciativa idealizada pela família do sambista em parceria com a CUFA e a Favela Holding prevê ações em múltiplas plataformas para celebrar o centenário do artista

por Redação Vivendo de Shows

Créditos: divulgação
Créditos: divulgação

O verdadeiro embaixador das favelas e o rei do partido-alto vai ganhar uma homenagem à altura de sua genialidade e irreverência. A Bezerra King (empresa da família que administra a obra do artista), a Central Única das Favelas (CUFA) e a Favela Holding lançaram oficialmente, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, o projeto nacional Bezerra da Silva 100 Anos. O evento marcou o pontapé inicial para a celebração do centenário de nascimento do cantor e compositor, que será comemorado oficialmente em 2027.

Idealizado por Leo Bezerra e Ícaro Bezerra, filhos do sambista, o projeto nasce com a missão de digitalizar, preservar e projetar a obra de Bezerra da Silva para as novas gerações. Conhecido por traduzir o cotidiano das periferias com crônicas afiadas que misturavam humor, malandragem e uma denúncia social cirúrgica, Bezerra deixou um legado que continua assustadoramente atual. Para destrinchar essa história, o centenário foi dividido em frentes que vão ocupar o audiovisual, os palcos e a literatura.

No audiovisual, os diretores Celso Athayde e Rafael Dragaud vão comandar uma série documental profunda sobre a trajetória do artista. A Favela Filmes também prepara um especial de televisão exclusivo. Já no teatro, a força dos morros cariocas vai virar um espetáculo musical com direção assinada por Elísio Lopes Jr. Na literatura, os filhos do cantor preparam livros inéditos recheados de memórias familiares, registros históricos e bastidores nunca antes revelados das gravações do pai.

De Zeca Pagodinho a Ludmilla: time de releituras

A música, claro, é o grande coração do projeto. Sob a coordenação de Preto Zezé, Vinicius Athayde e Fábio Almeida, uma série de shows especiais e releituras fonográficas estão sendo desenhadas. Para provar como a crônica de Bezerra da Silva influenciou diretamente o desenvolvimento do samba, do rock e do rap nacional, um time de peso de diferentes gerações já carimbou o passaporte no projeto:

  • Samba e Pagode: Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Dudu Nobre.

  • Pop e MPB: Seu Jorge, Ludmilla, Jota Quest.

  • Rap e Hip Hop: Marcelo D2, Dexter, Edi Rock, Orochi, Delacruz, MD Chefe.

“Malandro é malandro, mané é mané. Revisitar a obra do meu pai com essa garotada do rap, do trap e os monstros do samba prova que a voz da favela que ele gravou lá atrás nunca foi silenciada; ela só se ramificou”, comemora o filho Leo Bezerra.

Para envelopar todas as ações comerciais e fonográficas, a agência MUVUKA desenvolveu o Selo Bezerra 100 Anos, que vai garantir a unidade visual e conceitual de todos os produtos que chegarão ao mercado até 2027. Mais do que um tributo nostálgico, o projeto propõe um reencontro necessário do Brasil com um de seus artistas mais autênticos e necessários. Fique de olho no nosso portal para acompanhar o lançamento dos primeiros singles e as datas do musical!

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