Eric Max lança ‘‘Mucura’’ e expõe sua ancestralidade em hit amazônico
- Rebeca Morais
- 25 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Artista nascido em Novo Airão, município do Amazonas, transforma ancestralidade em vanguarda sonora
Por Rebeca Morais, para o Vivendo de Shows

Eric Max , cantor, compositor, ator, cineasta, escritor e diretor de arte amazonense, lançou no último dia 22 de novembro seu novo single, “Mucura”, com sonoridade electropop balada e afirmação de sua identidade amazônica.
Após o sucesso de “Rio Negro”, o atual hit marca a consolidação do gênero que o multiartista criou: o Ixé Pop Indie Amazônico, uma fusão de ancestralidade indígena de forma criativa, acompanhada de batidas eletrônicas e poesia contemporânea.
O cantor diz ser “um curumim adulto, filho da mata e do som”.
“Meu pai adorava cantar, ele e minha família paterna são de origem do povo Baré e Manaó. Minha bisavó, Madadá, era uma grande cacique e cantava para ele em nheengatu. De vez em quando, ele se lembrava de uns trechos, cantava só para mim e meus irmãos, porque tinha vergonha de cantar na frente de outras pessoas. Por isso, trago essa simbólica homenagem a esta língua nas minhas músicas”, afirma.
Eric também foi influenciado pelos cantos da sua avó, mãe Rosa, uma curandeira da encantaria.
“Ela é uma das minhas maiores inspirações para criar, pois até hoje faz seus rituais em uma cabana no meio da Floresta Amazônica. Ela me ensinou que música é um tipo de reza e que quem canta cura. A floresta é meu estúdio, meu templo e meu palco”, completa.
Em “Mucura”, Eric dá voz a um dos personagens mais marginalizados da fauna amazônica, o gambá, exaltando-o como símbolo de resistência e beleza fora dos padrões. Além da música, ele também assina a direção do videoclipe, produzido pela Borboleta Azul Filmes, sua produtora dedicada a narrativas amazônicas.
O resultado é uma obra híbrida entre cinema e performance, filmada entre Rio de Janeiro, Manaus e Novo Airão, com figurinos criados a partir de materiais reaproveitados que remetem à estética do surrealismo amazônico.
Sobre Eric Max

Eric Max é cantor, compositor, cineasta, ator, diretor de arte e autor amazonense, natural de Novo Airão (AM), nascido às margens do Rio Negro. Na música, é criador do gênero chamado de Ixé Pop Indie Amazônico — uma fusão entre ancestralidade indígena, cultura ribeirinha, batidas eletrônicas e poesia contemporânea.
No cinema, é fundador da produtora Borboleta Azul Filmes, dedicada a narrativas amazônicas. Entre os projetos em destaque estão o curta “Quem é que vai nos proteger agora?!” (ficção/terror amazônico), o documentário “Mãe Rosa”, sobre sua avó curandeira, e o longa “Contigo”, no qual atuará ao lado de Jôce Mendes.
Sua obra cruza música, cinema, literatura e artes visuais: ele dirige, escreve roteiros, compõe e performa, integrando diferentes linguagens sob o mesmo propósito de dar voz à Amazônia, à ancestralidade indígena, à diversidade (incluindo identidades LGBTQIAPN+) e à espiritualidade da floresta.





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