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Drowning Pool revisita legado do nu metal em turnê com três datas no Brasil

  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

Banda norte-americana retorna ao país em maio de 2026 acompanhada dos paulistanos do Válvera, que vivem novo momento com o álbum Unleashed Fury


Por Patricia Burlamaqui, para a Vivendo de Shows.


Foto: divulgação
Foto: divulgação

No fim de maio de 2026, o Brasil recebe um reencontro com uma das bandas que ajudaram a moldar o som pesado do início dos anos 2000. O Drowning Pool passa por Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba em uma turnê latino-americana que revisita sua trajetória no nu metal e reafirma a permanência do gênero no circuito de shows. Na abertura das três datas brasileiras estará o Válvera, representante da cena pesada paulistana que lança um novo capítulo de sua própria história com o álbum Unleashed Fury.


Formado em 1996, em Dallas, no Texas, o Drowning Pool surgiu em meio à efervescência que consolidaria o nu metal como fenômeno comercial nos Estados Unidos. A projeção veio com Sinner (2001), disco que dialogava com a estética agressiva e emocional da época, marcada por riffs diretos, vocais intensos e uma bateria que privilegiava impacto e cadência.

Foi desse trabalho que saiu “Bodies”, faixa que extrapolou o circuito do rock e se tornou trilha recorrente em transmissões esportivas e eventos de luta livre televisionados, alcançando o topo da parada Mainstream Rock Tracks da Billboard e garantindo certificação de platina nos Estados Unidos. Mais do que um hit, a música tornou-se um símbolo de uma geração que encontrou no peso uma forma de catarse coletiva.


Ao longo das décadas seguintes, a banda atravessou mudanças significativas, sobretudo na formação. Após a morte do vocalista original Dave Williams em 2002, o grupo contou com diferentes vozes à frente do microfone, entre elas Jason Jones, Jasen Moreno e Ryan McCombs, que retornou à formação em 2023. Discos como Full Circle (2007), Resilience (2013) e Strike a Nerve (2022) mostram uma banda que buscou atualizar sua sonoridade sem romper totalmente com a identidade construída nos anos 2000.


A nova passagem pela América Latina começa em Bogotá, passa por Lima, Santiago e Buenos Aires, antes de chegar ao Brasil. Aqui, o grupo se apresenta no Mister Rock, no Carioca Club e no Tork n' Roll — casas conhecidas por abrigar shows de rock e metal para públicos fiéis e participativos.


O que esperar do palco


Em apresentações recentes, o Drowning Pool tem equilibrado nostalgia e continuidade. O repertório costuma combinar clássicos como “Tear Away”, “Sinner”, “Step Up” e “Enemy” com faixas mais recentes. “Bodies”, invariavelmente, surge como ápice do show — momento em que o público assume o protagonismo, transformando a canção em um coro coletivo que dispensa mediações.


O clima esperado para as datas brasileiras é o de celebração geracional: fãs que acompanharam o auge do nu metal nos anos 2000 dividem espaço com um público mais jovem, que redescobriu o gênero via plataformas digitais. Em casas de médio porte, a proximidade entre palco e plateia tende a intensificar a experiência física do som — característica central da proposta da banda desde o início.


Válvera: peso brasileiro em circulação internacional


Se o Drowning Pool revisita um legado, o Válvera vive um momento de afirmação. Apontado por veículos europeus como um dos nomes do chamado neo thrash, o trio paulistano apresenta em Unleashed Fury uma síntese entre a tradição do thrash metal e temas contemporâneos.


O disco aborda luto, colapso emocional, crítica social e resistência individual sem recorrer a narrativas de superação simplificadas. A proposta é direta: canalizar experiências pessoais em composições que apostam na contundência dos riffs e em letras que expõem fragilidades e conflitos.


No palco, a banda costuma apostar em execuções precisas e intensidade constante, característica que dialoga com o público do metal tradicional e também com ouvintes interessados em vertentes mais modernas do gênero. A abertura dos shows do Drowning Pool pode funcionar, nesse sentido, como vitrine para um grupo que já circula fora do país e busca ampliar sua base de ouvintes.


Entre memória e permanência


A turnê de maio de 2026 coloca em evidência dois movimentos distintos, mas complementares. De um lado, uma banda que carrega o peso simbólico de um período específico da cultura pop e que retorna para reafirmar sua relevância ao vivo. De outro, um nome brasileiro que traduz inquietações atuais em linguagem pesada e direta.

Em comum, ambos apostam na experiência do show como espaço de encontro — onde memória, identidade e intensidade sonora se cruzam. Para o público, mais do que revisitar um hit que marcou época, trata-se de observar como o metal, em suas diferentes vertentes, continua encontrando formas de dialogar com novas gerações sem abandonar suas raízes.


Serviço

Drowning Pool no Brasil – turnê 2026

Abertura: Válvera


Belo Horizonte (MG)

📅 29 de maio de 2026 (sexta-feira)

🕖 Abertura da casa: 19h

📍 Mister Rock

📌 Av. Teresa Cristina, 295 – Prado


São Paulo (SP)

📅 30 de maio de 2026 (sábado)

🕕 Abertura da casa: 18h

📍 Carioca Club

📌 Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros


Curitiba (PR)

📅 31 de maio de 2026 (domingo)

🕕 Abertura da casa: 18h

📍 Tork n' Roll

📌 Av. Marechal Floriano Peixoto, 1695 – Rebouças


A turnê pela América Latina acontece entre os dias 20 e 31 de maio e inclui apresentações também em Colômbia, Peru, Chile e Argentina.

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