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Do Nordeste para o mundo: artistas levam o forró e a música nordestina para além do Brasil

há 2 horas
3 min de leitura

Marina Pereira para Vivendo de Shows


Do Nordeste para o mundo: artistas levam o forró e a música nordestina para além do Brasil

Nattan, Léo Foguete, Mari Fernandez, Xand Avião e Zé Vaqueiro estão entre os artistas que ampliam a circulação da música nordestina no exterior


Quando a gente fala em música brasileira, é impossível não pensar na diversidade de ritmos, sotaques e histórias que formam a nossa identidade cultural. E, nos últimos anos, um desses sons tem encontrado cada vez mais espaço fora do país: a música nordestina.

Do forró ao piseiro, passando por outras vertentes da música popular brasileira, artistas nordestinos vêm ampliando suas apresentações internacionais e levando seus repertórios para públicos que vão muito além das fronteiras brasileiras.

Nomes como Xand Avião, Nattan, Léo Foguete, Zé Vaqueiro e Mari Fernandez, agenciados pela Vybbe, estão entre os artistas que participam desse movimento.

Do Nordeste para o mundo: O forró atravessa fronteiras

A expansão internacional da música nordestina não significa apenas levar shows brasileiros para outros países. Existe também uma troca cultural acontecendo nesse processo.

As apresentações ajudam a aproximar o público internacional de elementos muito ligados à cultura nordestina, seja por meio dos ritmos, repertórios, performances ou da identidade visual construída pelos artistas.

E é interessante perceber como gêneros que nasceram e se fortaleceram em diferentes regiões do Nordeste conseguem encontrar novos ouvintes em outros territórios.

O forró e o piseiro, por exemplo, passam a fazer parte de experiências musicais para públicos que talvez nunca tivessem tido contato com esses estilos antes.

Nattan, Léo Foguete e Mari Fernandez ampliam presença internacional

Entre os nomes que vêm ganhando espaço nesse cenário estão Nattan, Léo Foguete e Mari Fernandez, além de artistas já consolidados como Xand Avião e Zé Vaqueiro.

A realização de shows e participações em eventos fora do Brasil cria novas possibilidades para esses artistas, aproximando tanto brasileiros que vivem no exterior quanto pessoas de outras nacionalidades interessadas na música brasileira.

É uma extensão natural de um movimento que já acontece há algum tempo no ambiente digital: a música não precisa mais esperar o público chegar até ela.

O papel das plataformas digitais

Se antes uma música brasileira precisava depender de CDs, DVDs, rádios, televisão ou de uma turnê internacional para chegar a outros países, hoje o caminho pode começar com um simples play.

As plataformas de streaming e as redes sociais facilitaram o acesso de ouvintes internacionais aos lançamentos produzidos no Brasil. Uma música pode ganhar ouvintes em outro continente antes mesmo de o artista anunciar uma apresentação naquele país.

Essa mudança também transforma a maneira como as carreiras são planejadas.

Para artistas nordestinos, a possibilidade de identificar ouvintes e criar comunidades fora do Brasil abre espaço para pensar a carreira de uma maneira cada vez mais global, sem necessariamente abandonar a identidade que os trouxe até aqui.

Mais do que um show, uma experiência cultural

Para Carlos Aristides, CEO da Vybbe, a expansão internacional acompanha a transformação do mercado musical e o crescimento dos artistas nordestinos.

“A música nordestina tem uma identidade muito forte e, ao mesmo tempo, uma capacidade enorme de dialogar com diferentes públicos.”

Na visão do executivo, levar esses artistas para outros países também significa apresentar aspectos da cultura brasileira por meio da música e das performances.

E talvez esse seja um dos pontos mais interessantes dessa internacionalização: não é preciso deixar de ser nordestino para conquistar novos públicos.

Pelo contrário. Ritmos, sotaques, referências e formas de celebrar podem ser justamente aquilo que diferencia esses artistas em um mercado musical cada vez mais conectado.

A música nordestina em um mercado sem fronteiras

A circulação internacional de nomes como Nattan, Léo Foguete, Mari Fernandez, Xand Avião e Zé Vaqueiro mostra como a música nordestina continua encontrando novas maneiras de chegar ao público.

O movimento também reforça uma característica que a música brasileira conhece muito bem: a capacidade de transformar identidade local em uma linguagem que consegue conversar com pessoas de diferentes lugares.

No fim das contas, talvez seja justamente essa mistura que faça a música nordestina atravessar fronteiras. Ela carrega uma história muito particular, mas encontra espaço para criar novas histórias onde quer que chegue.

E se antes o forró precisava viajar para chegar ao mundo, hoje o mundo também pode encontrar o Nordeste com apenas alguns cliques.

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