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8º Grito Solidário reúne nomes da cena alternativa e reforça apoio às Cozinhas Solidárias do MTST

  • 24 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

por Italo Borges, para o Vivendo de Shows

A oitava edição do Grito Solidário do MTST ocupou a Tarantino Cervejaria, em São Paulo, no dia 23 de novembro de 2025. O festival mantém o formato dos anos anteriores: acesso simples, serviços básicos para o público e programação extensa. Toda a renda foi novamente destinada às Cozinhas Solidárias, projeto que distribui refeições gratuitas em periferias de várias regiões do país.

A edição aconteceu um dia após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, fato que marcou o contexto político do fim de semana, embora não fizesse parte da pauta oficial do evento.

Bandas e apresentações


Foto: Italo Borges
Foto: Italo Borges

Punkzilla! abriu a programação. A banda tem origem no Rio Grande do Sul e circula entre punk rock e hardcore, mantendo um repertório baseado em crítica social. O grupo lançou recentemente singles independentes que reforçam essa proposta, com gravações diretas e sem produção expansiva.


Foto: Italo Borges
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Bebê Feio, de São Paulo, é um projeto formado em 2021 e voltado para uma mistura de sludge, doom e hardcore. O lançamento mais recente é o EP Bestiário (2025), com três faixas que ampliam o peso e a temática da banda e consolidam seu período atual.


Foto: Italo Borges
Foto: Italo Borges

Matanza INC segue como continuidade do Matanza original, mantendo o countrycore como base. A banda passou por mudanças de formação entre 2024 e 2025 e lançou o single Sangue na Festa em setembro de 2025, primeiro registro após a entrada do vocalista Daniel Pacheco e do baterista Marcos Williams.


Foto: Italo Borges
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Deb and the Mentals, formada em São Paulo, integra a cena alternativa desde meados da década de 2010. A sonoridade mistura punk, garage rock e indie. O lançamento mais recente é o EP Do You Wanna Play? (2024), que marcou o retorno da banda ao estúdio depois de um período de menor atividade.


Foto: Italo Borges
Foto: Italo Borges

Esteban, Uma mudança no line-up colocou Esteban no lugar do Basttardz em um dos horários previstos. O músico apresentou um show de voz e violão, formato que contrastou com as demais atrações e funcionou como pausa na sequência de performances mais pesadas. O músico segue em carreira solo desde a saída da Fresno e tem como último lançamento o álbum Labirinto (2023).


Foto: Italo Borges
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Escombro representou o hardcore paulista. A banda surgiu em 2016 e mantém letras centradas em desigualdade, violência urbana e crítica política. O lançamento mais recente é o single Declínio (2024), gravado em parceria com produtores da cena independente.


Foto: Italo Borges
Foto: Italo Borges

Basttardz, de São Luís, retomou o palco mais tarde com o show mais movimentado do festival. O grupo vem se consolidando nacionalmente com uma mistura direta de hardcore e punk. Seus últimos lançamentos incluem o EP 2021: Uma Odisseia no Inferno e o álbum Auschwitz Tropical. Em 2025, a banda iniciou uma turnê comemorando cinco anos de atividade.


Foto: Italo Borges
Foto: Italo Borges

Plutão Já Foi Planeta, originalmente de Natal, fechou o evento com repertório voltado ao indie pop. O lançamento mais recente é a edição deluxe do álbum homônimo, divulgada em 2024, seguida da versão comemorativa de “Suma Daqui”, lançada em 2025.

O 8º Grito Solidário manteve a estrutura conhecida do festival e reforçou a combinação entre música independente e financiamento coletivo. A parceria entre Tarantino Cervejaria e MTST garante a continuidade das Cozinhas Solidárias enquanto o festival cresce como ponto de encontro para bandas emergentes e público da cena alternativa.


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