Zé Bigode Orquestra traz suingue europeu ao Blue Note Rio em noite com o "Imorrível" Di Melo
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Comemorando uma década de estrada e recém-chegada de palcos espanhóis e portugueses, a big band carioca convida a lenda da black music nacional para show nesta sexta-feira
Por Redação Vivendo de Shows

Após cruzar o Atlântico e incendiar as pistas de Portugal e da Espanha em sua mais recente turnê europeia, a Zé Bigode Orquestra está de volta ao seu território natal para uma celebração de gala. Festejando 10 anos de fundação em 2026, a numerosa e pulsante big band carioca sobe ao palco do prestigiado Blue Note Rio, em Copacabana, nesta sexta-feira, 10 de julho, às 22h30.
Para tornar a noite ainda mais antológica, o grupo escalou como convidado especial o cantor e compositor recifense Di Melo, uma das maiores e mais místicas instituições da soul music e do funk clássico brasileiro. Os ingressos para o espetáculo já estão disponíveis através da plataforma Eventim, com valores que transitam entre R$ 70,00 (meia-entrada) e R$ 140,00 (inteira).
Do dub ao afrobeat: uma década de fusões
Capaneada pelo guitarrista José Roberto Rocha, responsável por costurar a liga entre os 9 instrumentistas de elite que formam a orquestra, a Zé Bigode construiu sua reputação na cena independente misturando o balanço do funk dos anos 1970, o jazz, o reggae, o dub e os ritmos sagrados da curimba. No Blue Note, o grupo revisitará clássicos autorais pinçados dos elogiados álbuns “Fluxo” (2017) e “Clube da Fumaça” (2022), além do experimental “Viva Dub!” (2020).
O repertório também abrirá alas para releituras enérgicas de hinos que moldaram o caráter musical da banda. Estão confirmadas no setlist versões potentes para obras de Hyldon (“Homem Pássaro”), Bob Marley (“War”), Jorge Ben Jor (“Cowboy Jorge”) e O Rappa (“Brixton Bronx ou Baixada”).
O encontro com a lenda de 1975
O ápice do show promete ser a entrada de Di Melo. Apelidado de "O Imorrível" — alcunha que ganhou força após um documentário homônimo que resgatou sua carreira após décadas de reclusão da grande mídia, acidentes e até boatos falsos sobre sua morte —, o veterano é dono de um dos discos mais cultuados da discografia nacional. Lançado originalmente em 1975, o icônico álbum autointitulado de Di Melo completou cinco décadas no ano passado, mantendo sua prensagem original em vinil como uma das relíquias mais raras e caras do mercado de colecionadores.
No palco, a orquestra e o mestre pernambucano vão executar quatro faixas indispensáveis dessa obra-prima de 1975, incluindo petardos como “A Vida em seus métodos diz calma”, “Se o mundo acabasse em mel” e o hino das pistas pretas “Kilariô”.
“Di Melo é uma influência para a gente. O disco dele de 1975 é meio que um ponto em comum em todos os integrantes. Todos nós viemos de influências distintas, mas temos algumas que nos conectam e o Di Melo é uma dessas”, revela o guitarrista José Roberto Rocha.
Defendida nos gogós e metais por Luana Karoo (voz), Chico Dutra (baixo), Gabriel Aquino (bateria), Victor Hugo (percussão), Pedro Petrutes (teclados), Daniel Bento (trombone), Thiago Garcia (trompete) e Victor Caldas (bombardino), a orquestra promete um choque geracional inesquecível. Uma oportunidade rara de ver a fina flor da música preta dançante em um dos cenários mais charmosos da orla carioca.

Serviço — Zé Bigode Orquestra convida Di Melo:
Quando: 10 de julho de 2026 (Sexta-feira), às 22h30
Local: Blue Note Rio
Endereço: Av. Atlântica, 1910 – Copacabana, Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: R$ 140,00 (Inteira) | R$ 70,00 (Meia-entrada)
Vendas Online: www.eventim.com.br
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos
Informações de Bilheteria: (21) 96775-2100 | bluenoterio.com.br
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