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Thiago Elniño anuncia "Canjerê" com participações de peso e faixa inédita de Marku Ribas

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Entre espiritualidade, ancestralidade e rap, o músico transforma o álbum em um encontro potente de vozes que celebram fé, cultura e resistência por Letícia Pinheiro, para a Macete Music

Créditos: Fabiano Sadcoxa Vieira
Créditos: Fabiano Sadcoxa Vieira

Thiago Elniño volta com um projeto que vai além do som. Canjerê, seu novo álbum de estúdio, chega no dia 15 de abril pela Deck com a proposta de ser mais do que um disco: um encontro.

E o título já entrega o conceito. De origem Bantu, “canjerê” significa festa — mas não qualquer festa. É o encontro de quem faz magia. E é exatamente isso que o álbum constrói ao longo de 14 faixas.

Um encontro de gerações e linguagens

O disco reúne nomes que atravessam diferentes momentos da música brasileira. De referências como Gloria Bomfim, Lazzo Matumbi, Daúde e Sérgio Pererê, até vozes da cena contemporânea como Rashid, Tássia Reis, Bixarte, Sued Nunes e Felipe Cordeiro.

É um disco que conecta linhagens e faz isso sem parecer forçado.

Um momento histórico e afetivo

O ponto mais simbólico de Canjerê é “Voltei Para Cantar”, faixa que traz uma gravação inédita de Marku Ribas, artista fundamental da música brasileira, falecido em 2013.

A inclusão da música vai além da homenagem: é um gesto de continuidade. Thiago teve acesso a registros inéditos por meio da família do artista e transforma esse encontro em um dos momentos mais potentes do disco.


Espiritualidade como centro — e sem filtro

Se tem uma coisa que Thiago deixa claro é o posicionamento. Canjerê é um disco que fala de fé sem suavizar, sem esconder.

“É um disco para que as pessoas cantem com orgulho de sua espiritualidade”, resume o artista.

Aqui, o rap encontra o terreiro, a rua encontra o ritual, e tudo se mistura em uma narrativa que é ao mesmo tempo política, cultural e sensorial.

Um disco que se vê e se sente

As 14 faixas passam com fluidez, mas deixam marca. A construção sonora cria imagens vivas, quase como se o ouvinte fosse transportado para uma grande celebração coletiva, um espaço onde música, corpo e espiritualidade coexistem.

Se ao vivo Thiago já evoca uma gira, em Canjerê ele constrói esse ambiente dentro do próprio disco.


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