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Supercombo lança Parte 2 de “Caranguejo” e fecha ciclo do álbum

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Com oito faixas inéditas, novo capítulo chega pela Deckdisc e completa projeto pensado em dois tempos por Redação Vivendo de Shows


Crédito: Jorge Daux (@jorgedaux)
Crédito: Jorge Daux (@jorgedaux)

A Supercombo lançou na última sexta, 10 de abril, a segunda parte do álbum “Caranguejo”, encerrando um projeto concebido desde o início como uma obra dividida em duas etapas. Depois de apresentar a primeira metade ao longo de 2025, em uma sequência de shows por diferentes estados, a banda agora entrega o desfecho com oito músicas inéditas que ampliam e aprofundam a narrativa do disco.

A decisão de dividir o álbum veio de um desejo claro: dar mais tempo de vida às faixas, fugindo da lógica acelerada dos singles. E funciona — a Parte 2 não só se conecta diretamente com a anterior, como também expande o universo sonoro do projeto, explorando novas atmosferas sem perder identidade.

Musicalmente, o rock segue como espinha dorsal, mas agora cercado por mais nuances. A banda brinca com dinâmica, alterna climas e equilibra momentos mais diretos com passagens introspectivas, mantendo aquela assinatura já conhecida: riffs marcantes, melodias fortes e letras que batem no cotidiano sem firula.

A transição entre os dois blocos começa logo na abertura. “Combustão” funciona como uma ponte entre as partes — quase uma vinheta em clima de bolero que prepara o terreno. Na sequência, “Deixa a Maré Te Levar” entra com mais peso, trazendo um riff forte e empurrando a energia lá pra cima, assumindo o papel de faixa de impacto dessa segunda metade.

Já “Deixar Pra Lá” aprofunda uma linha emocional iniciada em “Alento”, da Parte 1. Se antes o olhar era sobre a infância, agora a música projeta o futuro, imaginando conflitos e distâncias na relação entre pai e filha — com aquele tom honesto que a banda sabe trabalhar bem.

Em outra direção, “Como Se Fosse Ontem” mergulha na nostalgia da geração que cresceu entre locadoras, lan houses e madrugadas em frente à tela. Mas sem cair na armadilha de viver só de passado: a faixa reforça que o play continua — e o futuro também.

Um novo nível de produção

Com “Caranguejo” completo, a Supercombo entrega seu trabalho mais ambicioso em termos de produção. O quarteto passou mais tempo em estúdio, o que se reflete em arranjos mais detalhados, timbres mais lapidados e uma sonoridade mais robusta.

A produção e pós-produção levam novamente a assinatura de Victor de Souza (Jotta), que ajuda a trazer elementos do pop contemporâneo, música urbana e eletrônica, sem tirar o pé da base orgânica da banda. O resultado é um álbum mais hi-fi, mais definido e, ao mesmo tempo, fiel à essência do grupo.

No fim das contas, “Caranguejo” se apresenta como um disco pensado como percurso — não só uma coleção de faixas, mas uma experiência que se constrói aos poucos. E a Parte 2 fecha esse ciclo com segurança criativa e um recado claro: a Supercombo tá jogando o jogo longo — e jogando bem.

Sobre o nome

Capa do álbum
Capa do álbum


O título “Caranguejo” nasceu ainda na pré-produção, a partir de uma brincadeira sobre músicas que pareciam “andar de lado”, mudando de direção ao longo da composição — como o movimento do animal. A ideia virou conceito e hoje é o símbolo central dessa fase da banda.


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