Plataforma “Som Por Elas” quer virar o jogo e impulsionar mulheres da música no Brasil
- Vivendo de Shows
- 24 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
por Redação Vivendo de Shows

Uma nova ferramenta acaba de aterrissar no mercado musical brasileiro com um recado claro: é hora de corrigir o desequilíbrio de gênero no setor. A Plataforma Som Por Elas — idealizada pelas jornalistas e empresárias baianas Beatriz Almeida e Joyce Melo — chega trazendo acesso a conhecimento técnico, prática de mercado, conexão com profissionais, oportunidades e até premiações, tudo pensado exclusivamente para mulheres da música.
“Mulheres não acessam oportunidades, contatos e conhecimentos estratégicos no Music Business, sobretudo as mulheres nordestinas e baianas”, dispara Joyce Melo, diretora executiva da Som Por Elas. “A plataforma chega para acelerar projetos femininos, garantindo segurança, dignidade, protagonismo e transparência fonográfica.”

O projeto é uma ramificação da Som Por Elas, braço educacional e selo musical da Pagode Por Elas — iniciativa da dupla que já vem cutucando velhas estruturas ao reposicionar narrativas sobre mulher, pagode e Bahia. Tudo começou como um TCC sobre a falta de protagonismo feminino no pagode baiano e virou empresa, negócio e movimento que agora se espalha em novas frentes.
O que a plataforma oferece
As artistas encontram trilhas completas para diferentes fases da carreira: primeiros passos, identidade artística, distribuição musical, venda de shows e outros pilares essenciais. Os cursos são ministrados por nomes conhecidos do mercado, como:
Ziati Comazi (produtor e gestor cultural)
Ana GB (produtora cultural e artística)
Anne Rodrigues (produtora e diretora criativa)
Lívia Nery (cantora e produtora musical)
Madu Abreu (marketing digital de Léo Santana)
Antes do lançamento oficial, a Som Por Elas fez um período de testes gratuito com 50 mulheres. Dessas, quatro foram selecionadas para uma jornada especial de aceleração, incluindo produção de single, ensaio fotográfico, visualizer e planejamento de comunicação.
Uma das contempladas foi a cantora e dançarina Neftara, que celebrou a experiência:“Aprendi sobre vários aspectos do mercado, sobre planejamento de carreira e, principalmente, sobre a importância da união e da representatividade feminina. Foi um espaço de fortalecimento que me inspirou profundamente.”
Acesso e valores
Já são 11 cursos disponíveis, que podem ser adquiridos por R$ 897 ao ano, ou R$ 91,28 mensais. “Criamos uma estrutura sustentável e, ainda assim, acessível para entregar conteúdos que realmente impactem a carreira dessas artistas. Estamos só começando”, explica Beatriz Almeida, diretora de projetos.

Financiamento e construção coletiva
O desenvolvimento da plataforma foi viabilizado pelo edital Gregórios – Ano IV, com recursos da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura.
Tudo isso construído “a muitas mãos femininas”, como reforçam as fundadoras.





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