Papangu lança "Celeste" e anuncia novo álbum
- há 20 horas
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Single já disponível nas plataformas digitais antecipa "Celestial", quarto álbum da banda, previsto para 7 de agosto.
Por Juan Nobre, para o Vivendo de Shows.

A Papangu apresentou nesta semana o single "Celeste", faixa que dá nome e antecipa o conceito de "Celestial", novo álbum da banda com lançamento marcado para 7 de agosto. Já disponível em todas as plataformas digitais pelo selo Deck, a música conduz o ouvinte por uma experiência que transita entre o onírico, o cósmico e o ritualístico.
A composição nasceu da aproximação entre duas referências fundamentais para o grupo: o Magma, um dos nomes mais cultuados do rock progressivo francês, e o multi-instrumentista brasileiro Hermeto Pascoal. Embora nunca tenham trabalhado juntos, ambos desenvolveram universos criativos que dialogam de forma singular.
Enquanto Christian Vander criou o idioma Kobaïan para construir a mitologia do Magma, dando origem ao gênero Zeuhl, palavra que significa "celestial", Hermeto consolidou sua filosofia da "música universal", baseada na ideia de que todos os sons e elementos do universo possuem musicalidade. Ao escolher o título "Celestial", a Papangu percebeu que, de maneira espontânea, acabava reunindo essas duas influências.
Outro elemento que marcou a gravação foi a primeira turnê internacional da banda. Durante as longas viagens de carro, os integrantes ouviram repetidamente o álbum "Marca Passo" (2025), do Azymuth. A sonoridade do trio acabou influenciando a busca por timbres, especialmente nos momentos finais da faixa.
O resultado combina a atmosfera cósmica inspirada em Christian Vander, a liberdade musical de Hermeto Pascoal e um toque da estética do Azymuth. A abertura da música, conduzida por um piano desafinado, cria um clima bucólico e imperfeito que prepara o terreno para a narrativa sonora construída ao longo da composição.
O guitarrista Pedro Francisco, autor da faixa, explica que a estrutura de "Celeste" nasceu de três ideias distintas que acabaram formando uma única narrativa musical.
Segundo o músico, a melodia principal surgiu durante um estado entre o sono e a vigília. No sonho que inspirou a composição, um menino observa um objeto voador cruzando o céu, tenta estabelecer contato e, após uma sequência ritualística marcada por tensão, é abduzido para uma viagem cósmica. No fim, retorna à Terra carregando apenas a lembrança da experiência, simbolizada pela melodia que encerra a música.
Pedro também revela que a primeira ideia para a composição apareceu durante uma visita ao anfiteatro romano de Nîmes, na França, quando imaginou uma melodia com atmosfera que remete à série Arquivo X. Posteriormente, desenvolveu uma seção inspirada no Magma, responsável pelo trecho mais intenso da faixa. A terceira parte surgiu espontaneamente durante o sonho, completando uma estrutura que, segundo ele, funciona como uma sonata.
Ficha técnica
Pedro Francisco: guitarra base, guitarra solo, Moog Matriarch e surdo
Marco Mayer: baixo elétrico
Hector Ruslan: guitarra base
Rodolfo Salgueiro: piano, Moog Matriarch, Minimoog, Fender Rhodes, Juno 106 e shaker
Vitor Silva: bateria
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