O futuro da música debatido no Music Forward, by Tecla Music Agency no Rio Innovation Week 2026
- há 23 horas
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por Letícia Pinheiro | Editora-chefe do Vivendo de Shows

Entre os dias 4 e 6 de agosto de 2026, o Píer Mauá foi palco de uma das edições mais vibrantes e transformadoras do Rio Innovation Week (RIW). Sob o tema central "Simbiose – o futuro não acontece isolado", o evento reuniu mais de 180 mil pessoas para discutir as fronteiras da inovação, tecnologia e negócios. Contudo, no coração dessa grande efervescência digital, foi a música e a indústria da cultura que ditaram o ritmo dos debates no Palco Music Forward, espaço idealizado e assinado pela Tecla Music Agency.

Com cobertura especial e imersiva do Vivendo de Shows, acompanhamos de perto os bastidores e os palcos dessa edição histórica, registrando como a tecnologia, os algoritmos e a inteligência artificial encontram na essência humana a sua verdadeira razão de ser.

A simbiose entre tradição, tecnologia e autonomia
Mais do que apenas debater métricas e ferramentas, a programação do Music Forward provocou o público a enxergar a arte e a comunicação como ferramentas vivas de resistência, afeto e autonomia cultural.
A abertura no dia 04 de agosto começou celebrando a nossa história com o painel "Trem do Samba 30 Anos", onde Marquinhos de Oswaldo Cruz, o Secretário Municipal de Cultura Lucas Padilha e o jornalista Leandro Resende lembraram que o samba sempre foi a nossa primeira e mais potente tecnologia social de rede e pertencimento.
A União Brasileira de Compositores (UBC) liderou dois dos momentos mais emblemáticos do dia:
Carreiras globais e dados: o vencedor do Grammy Latino Jota.pê, Bruna Black (ÀVUÀ) e André Maia (CEO da Bloop Cultural) discutiram o desafio da Nova MPB de equilibrar autenticidade artística, identidade cultural e estratégias de dados em escala global.
Autoria feminina por trás dos hits: mediado pela cantora e diretora da UBC Tulipa Ruiz, as compositoras Carolzinha, King Saints e Jenni Mosello abriram a "caixa-preta" dos songwriting camps e da engenharia por trás dos maiores refrões da música pop brasileira.
A tarde seguiu com debates estratégicos sobre o papel das marcas com Axia, Spotify (Priscilla Barsotti) e Tecla Music (Eduardo Boorhem), além de painéis provocativos sobre o mercado da comunicação, a Nova MPB (com Brenno Casagrande, Silvio Essinger e Lucas Felix) e a pergunta que não quer calar: "Além do talento, o que faz um artista crescer hoje?", reunindo Mariana Volker, MD Chefe, Leonardo Torres (Popline) e Dani Pepper.
Conexões globais, periferia e marcas de impacto
No dia 05 de agosto, a ocupação do espaço prosseguiu com reflexões urgentes sobre territórios e diversidade:
O painel "Cidade Pirata" trouxe Victor Belart, Fernanda Bastos, Arturo Cussen e Sami Brasil (Instituto Black Bom) debatendo o papel dos gestores e empreendedores sociais na música independente.
A presença marcante de Karol Conká agitou o Píer Mauá, trazendo relatos sobre resiliência, gestão de carreira e saúde mental no centro dos refletores;
O mercado pan-americano ganhou destaque no painel "Latin Rio", com Henrique Leite, Alex Schiavo (Altafonte), Arthur Marques e Luis Eduardo Garcia;
A IDW Company apresentou a metodologia por trás do AFROPUNK, em um papo crucial sobre inteligência cultural de mercado com Potyra Lavor, Juliana Castro, Marcelly Firmino e Alan Santos (Heineken).
No dia 06 de agosto, o diálogo entre setor público, marcas e agências atingiu o ápice com o painel reunindo Petrobrás (Arthur Ferreira), Spotify (Ana Thurler), Propeg (Bernardo Cople) e Tecla Music (Eduardo Boorhem). Logo em seguida, o talento do trio Os Garotin (Anchietx, Léo Guima e Cupertino), mediado por Pietro Reis, celebrou a potência criativa vinda de São Gonçalo, mostrando que a renovação do Soul e da MPB vem acompanhada de muita identidade regional.
Veja como foi a cobertura completa em nosso Instagram: https://www.instagram.com/vivendodeshows/
Encontros históricos nos grandes palcos
A experiência do RIW 2026 se completou com falas memoráveis de grandes ícones da nossa cultura:
Seu Jorge e Zélia Duncan emocionaram o público ao falar sobre a importância da intuição, do erro e da imprevisibilidade no processo criativo — elementos que nenhuma IA consegue replicar;
Juliette compartilhou sua visão sobre empreendedorismo, conexão autêntica com comunidades digitais e gestão estratégica de marca;
Emicida encerrou o evento com uma aula magna sobre a intersecção entre música, narrativa social, tecnologia e o futuro do trabalho ético.
Para o Vivendo de Shows, caminhar lado a lado com a Tecla Music Agency no palco Music Forward reforça nosso compromisso de dar voz, visibilidade e profundidade crítica às transformações do mercado fonográfico. O futuro da música já começou e ele é profundamente humano, colaborativo e pulsante.

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