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“Nada melhora com ódio”: Anitta detalha conceito e nova fase com “EQUILIBRIVM”

  • há 6 horas
  • 3 min de leitura

Em coletiva, cantora fala sobre processo criativo, feats e nova proposta de shows.


Por Briel Araújo, para o Vivendo de Shows.


Depois de uma era global marcada por hits e grandes palcos, Anitta vira a chave e apresenta um novo momento artístico com “EQUILIBRIVM”, um álbum que nasce menos da indústria e mais do que ela estava vivendo por dentro.


Durante coletiva de imprensa, a artista deixou claro que o projeto não parte de um lugar religioso tradicional, mas sim de sentimento e vivência: “É mais um estado de sentimento do que espiritualidade. As respostas podem estar em várias vivências”, explicou. A proposta do disco gira em torno de um conceito central: o equilíbrio como caminho, longe dos extremos.


Foto: Jhuan Martins
Foto: Jhuan Martins

O processo de criação não foi imediato. Após a era “Funk Generation”, Anitta revelou que precisou de um tempo para simplesmente viver. O novo álbum só começou a ganhar forma a partir de uma conversa profunda com Nídia Aranha, diretora criativa do projeto.“Esse álbum aconteceu muito por causa dela. Eu estava desanimada com a indústria e com tudo que vinha junto”, contou.


Com isso, “EQUILIBRIVM” se constrói como seu trabalho mais confessional. As músicas nascem de um processo real de autoconhecimento, refletindo temas como amor, fé, cura e identidade. “Era muito importante começar falando sobre amor próprio”, destacou. A mensagem do disco também dialoga diretamente com o momento atual: “Esse álbum é importante esse ano para lembrar que nada vai melhorar se continuarmos nesse ódio”, afirmou Anitta.


Musicalmente, o projeto percorre diferentes camadas da música brasileira de MPB, samba e bossa nova ao funk carioca, além de influências de reggae, afrobeat e ritmos latinos. Tudo isso conectado por uma estética que mistura o humano e o simbólico, sem se prender a dogmas. “Não estou cantando sobre religiões, mas sobre amor, cura e cultura brasileira”, explicou.


Os feats, segundo ela, aconteceram de forma natural, respeitando a essência de cada faixa: “As parcerias vieram sentindo as composições”. Já no audiovisual, o projeto será dividido em quatro atos, começando pelo Ato I: “Despacho, que estreia com o clipe de “Desgraça” hoje (17/04), às 16h.


Foto: Jhuan Martins
Foto: Jhuan Martins

Outro ponto importante é a experiência ao vivo. Diferente de turnês grandiosas, Anitta prepara uma proposta mais intimista: “Para ir nesse show, precisa ouvir o álbum inteiro. É um show voltado para o álbum”, revelou. A ideia é criar apresentações menores, conectadas à estética do projeto. Estados que não receberem os tradicionais Ensaios no próximo ano devem ser contemplados com essa nova turnê.


Mesmo com toda a expectativa, a artista faz questão de afastar qualquer pressão por premiações: “Tudo que eu conquistei na minha carreira, eu não trocaria por um Grammy nenhum”, afirmou.


Entre momentos curiosos do processo, Anitta contou que a voz de “Ouro” foi a última gravada, finalizada no dia do seu aniversário. Com um investimento alto e, segundo ela, feito com prazer “EQUILIBRIVM” chega como um projeto construído com intenção: “Foi o álbum que eu mais gastei, mas gastei feliz, porque estava feliz fazendo”.


Entre vulnerabilidade, estética bem definida e uma mensagem clara, Anitta entrega um trabalho que não busca apenas hits, mas conexão real com o público e talvez o retrato mais honesto de quem ela é hoje.

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