MinC abre programação no Rio2C com debate sobre economia criativa e integração ibero-americana
- 27 de mai.
- 2 min de leitura
Representantes de 15 países se reuniram na sala MinC Conecta para discutir políticas públicas, financiamento e o lançamento da nova Política Nacional de Economia Criativa do Brasil
por Letícia Pinheiro, editora chefe do Vivendo de Shows

O primeiro dia de debates na sala MinC Conecta, espaço inédito do Ministério da Cultura no Rio2C 2026, deixou claro que a cultura no Brasil e nos países vizinhos é um motor de negócios pesado e estratégico. Nesta terça-feira (26), representantes de governos, organismos internacionais e especialistas da América Latina, Caribe e Europa se reuniram na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, para o Foro Ibero-Americano de Vice-Ministros e Altas Autoridades de Cultura. O foco central foi discutir como a economia criativa pode funcionar como ferramenta de desenvolvimento sustentável e redução de desigualdades sociais.
Atualmente na presidência do Foro, o Brasil liderou os debates com a participação do secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares. Ele defendeu que o fortalecimento das indústrias criativas depende de uma atuação conjunta em bloco para que a região tenha voz forte e consiga brigar por investimentos em fóruns globais como o G20 e a Unesco. Para dar tração a esse movimento, Tavares anunciou que o governo federal vai oficializar, ainda durante o Rio2C, a nova Política Nacional de Economia Criativa, consolidando uma estrutura de microcrédito e qualificação técnica no país.
Os participantes também trouxeram dados contundentes sobre o poder multiplicador da cultura. O diretor da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), Raphael Callou, citou um estudo recente realizado em parceria com a FGV sobre a Lei Rouanet: cada R$ 1 investido pela política de fomento gera um retorno impressionante de R$ 7,53 para a economia brasileira.
“A dimensão econômica robustece o Ministério da Cultura. Ela não ameaça a política cultural — ela fortalece sua capacidade de dialogar com outros setores e disputar o futuro do desenvolvimento do país”, explicou a secretária de Economia Criativa do MinC, Claudia Leitão.
O encontro ainda foi palco para a troca de experiências internacionais de sucesso. A diretora de Indústrias Culturais do Peru, Karina Moreno Baca, apresentou os resultados do Retoca (um registro nacional que mapeia as necessidades dos trabalhadores da cultura) e revelou que, por lei, 60% dos fundos de incentivo ao cinema e artes do país são destinados obrigatoriamente a projetos de fora da capital Lima. Autoridades de países como Equador, Paraguai, El Salvador e Cabo Verde também reforçaram o coro de que a cultura deixou de ser apenas patrimônio simbólico para se transformar em infraestrutura econômica real e urgente. A programação segue sala MinC Conecta na ativa com agendas voltadas para políticas públicas culturais. Confira a programação completa aqui.
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