Michelle Abu celebra 30 anos de carreira com o potente e ancestral álbum “Qual é o Tambor”
- 22 de mai.
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Com participações de Karol Conká, Otto e Catto, novo disco da multi-instrumentista baiana coloca a percussão no centro da narrativa musical e política por Redação Vivendo de Shows

Talvez você ainda não ligue o nome à pessoa, mas com certeza já vibrou com o som dela. Com mais de 30 anos de uma estrada sólida e respeitada, a percussionista e baterista soteropolitana Michelle Abu se prepara para dar mais um passo marcante em sua jornada solo. No próximo dia 26 de maio, ela lança seu segundo álbum autoral, intitulado “Qual é o Tambor”, pelo selo Central Records. O trabalho é uma verdadeira imersão rítmica que coloca os tambores no papel principal, trazendo um time de convidados de peso que vai do rap de Karol Conká ao canto ancestral do coral indígena Os Guaranis.
Formada na rica e pulsante tradição percussiva de Salvador, Michelle começou sua história nos anos 1990 na icônica Banda Didá. De lá para cá, fixou residência em São Paulo e se transformou em uma das musicistas mais requisitadas do país, deixando sua assinatura rítmica em turnês e gravações de lendas como Elza Soares, Margareth Menezes, Arnaldo Antunes e Ira!. Agora, em seu novo disco, ela assume o protagonismo total: além de tocar, Abu assina as composições e a produção musical de todas as oito faixas, dividindo a mesa de som com os parceiros Matheus Câmara, Rovilson Pascoal e Xuxa Levy.
O conceito do álbum parte de uma pergunta provocativa e profunda: “qual é o tambor que bate dentro de você?”. A partir desse questionamento, Michelle construiu uma teia de encontros que celebra a pluralidade cultural do Brasil. A faixa de abertura, “Qual é”, sintetiza essa fusão em uma parceria explosiva com Karol Conká que já ganhou as telas em formato de videoclipe. O disco ainda passeia por diálogos refinados com a diva indie Catto, a poesia visceral de Lirinha, a performance de Otto e a precisão instrumental de Paulinho Santos, membro do lendário grupo Uakti.
“Acredito no coletivo e nos encontros. A diversidade das manifestações culturais brasileiras foi a minha inspiração. Tem um samba de roda que fala sobre os bairros da cidade baixa em Salvador, onde eu nasci. Tem carimbó, pagodão, afrobeat com grooves de música baiana, um baião, um aguerê de Oxossi e uma balada rock – que, pra mim, é uma expressão não só musical, mas de atitude. São 30 anos dedicados aos tambores. Um disco feito pra eles. Não existe música brasileira sem tambor”, afirma Michelle.
Gestado de forma imersiva durante o isolamento na pandemia, o projeto teve o tempo a seu favor, permitindo que a artista unisse o rigor técnico acumulado em décadas de palco a uma total liberdade criativa. O resultado é uma obra onde o tambor deixa de ser mero acompanhamento para virar narrativa política e de afirmação, ressaltando também a força e o espaço da mulher na percussão e na bateria brasileira. O pre-save de “Qual é o Tambor” já está liberado. É som para ouvir alto, sentir o groove e se conectar com as nossas raízes mais profundas.

Confira as faixas de “Qual é o Tambor”:
Qual é (part. Karol Conká)
Filha de Pai
Carimbolá (part. Os Guaranis e Paulinho Costa)
Cortejo (part. Otto)
Talvez Amor (part. Catto)
Samba da Ribeira
Flecha Certeira
Sertão de Dentro (part. Lirinha)
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