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Michael Pipoquinha canta afeto em novo single

  • 29 de abr.
  • 2 min de leitura

“Mamãe Luiza” marca estreia vocal do baixista e abre nova fase ao lado de Richard Bona


Por Juan Nobre, da Macete Music, para o Vivendo de Shows.


Foto: Pepe Rodrigues
Foto: Pepe Rodrigues

Em “Mamãe Luiza”, Michael Pipoquinha transforma um momento íntimo em música e, pela primeira vez em sua discografia, assume a própria voz como protagonista. A faixa nasce de um episódio pessoal: em um período emocionalmente delicado, o músico recebeu a visita da mãe, que foi até sua casa para oferecer apoio. Após a despedida, com o violão ainda nas mãos, a canção surgiu como um gesto espontâneo de afeto e agradecimento.


Reconhecido como um dos grandes nomes do contrabaixo contemporâneo, Pipoquinha construiu uma trajetória sólida na música instrumental, dividindo palco e estúdio com artistas como Djavan, Gilberto Gil, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Elba Ramalho e João Bosco. Agora, ele amplia o horizonte da própria obra ao apresentar uma faixa autoral cantada, com participação do baixista e cantor camaronês Richard Bona.


O lançamento inaugura publicamente uma nova fase em sua carreira e antecipa o próximo álbum, descrito pelo artista como o mais desafiador de sua trajetória.


“Esse álbum é, de longe, o mais desafiador. Não desmerecendo os outros, mas talvez seja um dos mais importantes, porque registra meus 30 anos e representa a soma de muita coisa — uma soma sonora, de vivências. Agora, estou colocando para fora coisas mais sérias. Essa coisa de ter letra, de colocar palavras nas melodias, coisas que eu sempre quis dizer”, comenta.

Com uma sonoridade direta e dançante, “Mamãe Luiza” dialoga com influências africanas e com a tradição da canção brasileira, equilibrando ritmo, leveza e celebração. O clima é de festa — mas de uma festa íntima, dedicada à figura central da narrativa.


Mesmo partindo de uma experiência pessoal, a faixa se constrói como um convite coletivo, sinalizando a intenção de Pipoquinha de ampliar seu alcance para além do público instrumental.


“Quero realmente dizer alguma coisa, causar sensações diferentes das que causei até hoje. Quero alcançar outras pessoas, que elas convivam com minha música. A música instrumental não é tão fácil de compreender para qualquer pessoa, especialmente para quem não é músico. E eu quero esse público também”, finaliza.

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