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Luísa Sonza mergulha na bossa nova em álbum com Menescal e Toquinho

  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Disco reúne 14 faixas e aproxima gerações da música brasileira.


Por Briel Araújo, para o Vivendo de Shows.


Se o namoro que inspirou “Chico” ficou no passado, a conexão da canção com a bossa nova segue mais viva do que nunca. É a partir desse encontro que nasce “Bossa Sempre Nova”, álbum que Luísa Sonza lança inaugurando 2026, gravado ao lado de Roberto Menescal e Toquinho, dois pilares fundamentais da música brasileira.


Foto: Pam Martins
Foto: Pam Martins

O disco reúne 14 faixas e aposta em uma gravação orgânica, feita em 2025, com cantora e músicos frente a frente no estúdio, quase sem cortes ou edições. O resultado é direto, natural e revela como o estilo surgido no fim dos anos 1950.


Roberto Menescal assina a coprodução de oito faixas, incluindo quatro clássicos da parceria com Ronaldo Bôscoli,“O Barquinho”, “Você”, “Ah, Se Eu Pudesse” e “Nós e o Mar” — além da primeira composição dele com Luísa, a inédita “Um Pouco de Mim”, escrita pela cantora durante uma temporada em Los Angeles. A música, inicialmente pensada para outro projeto, ganhou novo destino após Menescal adaptar harmonia e formato a partir de um registro a capella.


Toquinho, último parceiro musical de Vinicius de Moraes, coproduz as outras seis faixas, alternando gravações em voz e violão. Entre elas, clássicos como “Águas de Março”, “Tarde de Itapoã”, “Carta ao Tom 74”, “Consolação” e “Só Tinha de Ser com Você”, que encerra o álbum em clima de reverência à história da MPB.


Foto: Pam Martins
Foto: Pam Martins

A aproximação de Luísa com o gênero não é recente. Desde 2022, ela mergulhou de vez no universo da bossa, consumo que começou como curiosidade e virou estudo, incentivado pelo próprio Menescal, após elogiar “Chico” em um encontro nos bastidores de um show.


Em “Bossa Sempre Nova”, o timbre de Luísa permanece reconhecível, mas a interpretação surge mais direta, leve e precisa, como pede o estilo eternizado por João Gilberto. O repertório equilibra clássicos incontornáveis e joias menos óbvias, reafirmando o poder da bossa nova de atravessar décadas sem perder relevância.


O disco confirma que o flerte virou compromisso. E que a bossa, longe de ser passado, segue encontrando novas formas de existir agora, também na voz de Luísa Sonza.

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