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Latin Rio reúne gigantes da indústria e debate o "boom" da música latina no mercado global

  • 20 de mai.
  • 3 min de leitura

Estivemos presentes no encerramento do evento e trouxemos os insights de um mercado efervescente musical orgulhosamente latino por Letícia Pinheiro, editora chefe do Vivendo de Shows


Reprodução/Instagram Latin Rio
Reprodução/Instagram Latin Rio

A indústria global de música não está apenas crescendo — ela está falando espanhol e português em alto e bom som. O setor registrou uma expansão expressiva de 6,4%, marcando o 11º ano consecutivo de crescimento global, segundo dados recentes da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). E quem está puxando esse bonde com força total é a América Latina, impulsionada pelo Brasil (consolidado na 8ª posição mundial) e pelo México (na 10ª). Para se ter uma ideia do tamanho desse impacto, no mercado norte-americano — o maior do planeta —, a música latina já abocanha quase 10% da receita total de música gravada.

Reprodução/Instagram Latin Rio
Reprodução/Instagram Latin Rio


É exatamente nessa atmosfera de efervescência e transformação que aconteceu a Conferência Internacional Latin Rio, no Centro Cultural FGV. O evento se consolidou como um ponto de encontro crucial para debater os rumos desse fenômeno, reunindo os principais players do mercado nacional e internacional para discutir como manter esse crescimento de forma legítima, garantindo liberdade criativa, estruturação legal e o uso inteligente das novas tecnologias.

📱 Cobertura: a equipe do Vivendo de Shows colou no evento e acompanhou cada detalhe de perto! Se você quer sentir o clima, ver e conferir os melhores momentos em tempo real, corre lá nos nossos stories e destaques no Instagram!

O evento se destacou pela densidade dos debates. A abertura mergulhou fundo no crescimento global da música latina independente, com nomes de peso como Carlos Mills (Mills Records), Bella Zecker (Merlin), Luiz Eduardo Garcia (Vamonos Music) e Diego Maldonado (ONErpm) analisando como os artistas de nicho estão furando a bolha global. Logo em seguida, uma provocação necessária tomou conta do palco: A música latina é um só mercado ou muitos? A discussão, liderada por Will Page (ex-economista chefe do Spotify) e Sandra Jimenez (YouTube Music), mostrou que a nossa pluralidade cultural é complexa e exige estratégias regionais específicas.

A transição da mera atenção do público para a construção de comunidades reais foi o tema central do painel sobre marketing e o fenômeno do fandom, debatido por Maria Mattoso, Flavio Saturnino, Thiago Abreu e Daniela Paez. Mas o momento que realmente fez a sala ferver foi a discussão sobre Música e Inteligência Artificial. Ian Harrison (A2IM), Luciana Soares (Ircam Amplify), Pedro Kurtz (Deezer) e o professor Filipe Medon destrincharam fatos e ações urgentes para tornar a IA uma ferramenta aliada dos criadores, e não uma ameaça aos direitos autorais.

Reprodução/Instagram Latin Rio
Reprodução/Instagram Latin Rio


Cultura, conexões e o poder dos cases de sucesso

A conferência também reservou espaço para entender o papel do audiovisual na exportação do nosso ritmo, com contribuições de José Celso Guida, Juliana Constantini (Estúdios Globo), Carlos de Andrade e Daniel Zawadzki. E por falar em exportação, o fenômeno das festas latinas ganhou destaque com o case da Bresh, apresentado por Tomas Llaneza e Henrique Fares, provando que o jeito latino de festejar virou um produto de desejo global.

A identidade e a diversidade foram celebradas como os verdadeiros "superpoderes" do nosso mercado nas falas de Daniel Mendes, Arthur Marques, Marcelo Ferraz (Los Brasileiros) e Leo Morel. Para fechar as conexões corporativas, Rudah Ribeiro, Eduardo Boorhem e Marcos Apóstolo discutiram a intersecção entre música, marcas e cultura.

Paralelamente, a ciência de dados e a tecnologia ditaram o tom no Auditório do 12º andar. Especialistas da EMAp FGV, como Beatriz Coimbra, Julie Souza, Rian Freitas e o Prof. Moacyr Silva, mostraram como o Data Science molda os próximos hits. Essa análise de dados também se cruzou com o universo dos esportes em um debate dinâmico com o DJ João Brasil, Pedro Rego Monteiro, Romulo Carminate e Marilia Martins.

O ápice prático da conferência ficou por conta dos estudos de caso de duas potências da música urbana brasileira contemporânea:

  • Djonga: Teve sua trajetória de sucesso, posicionamento e marketing analisada em detalhes por Renata Gomes, diretora artística da ONErpm.

  • Pedro Sampaio: Teve os bastidores de sua ascensão meteórica e hits globais destrinchados por Ricardo Bertozzi e Yasmin Torres, a mente estratégica por trás do A&R da Sony Music.

O Latin Rio provou que o mercado latino não é o futuro — ele é o presente.

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