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Garotas Suecas resgata hino de 2008 em versão ao vivo gravada no Porta Maldita

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Faixa “Eu”, pinçada do histórico EP “Dinossauros”, ganha clipe ao vivo e antecipa o primeiro álbum de registro no palco do quarteto paulistano de garage-soul

Por Redação Vivendo de Shows

Créditos: Fill Almeida
Créditos: Fill Almeida

“Eu não quero ninguém me dizendo o que eu devo, o que não devo fazer”. A frase que abre a faixa “Eu” ressoa como um grito de independência que atravessa o tempo sem perder um grama de sua atitude. Originalmente lançada no EP Dinossauros (2008), a canção acaba de ganhar uma versão inédita ao vivo entregue pelo grupo paulistano Garotas Suecas. A faixa já está disponível em todos os tocadores de streaming e chega acompanhada de um registro em vídeo no YouTube.

Dividida nos vocais entre Irina Bertolucci e Nico Paoliello, a nova roupagem do single ganha a sonoridade pulsante e cheia de balanço que virou marca registrada da banda, temperada pela maturidade de duas décadas de estrada.

Do freak beat dos anos 60 à estética noventista

O lançamento audiovisual foi capturado durante uma apresentação calorosa da banda em dezembro passado no Porta Maldita, tradicional espaço da cena independente no centro de São Paulo. A captação de imagem tem direção assinada por José Menezes e serve como o primeiro cartão de visitas do primeiro álbum ao vivo da história do Garotas Suecas, que chegará ao mercado de forma independente no segundo semestre de 2026.

Composta por Tomaz Paoliello, a música acompanhou o grupo ao longo de suas duas décadas de trajetória, sendo constantemente reformulada nos palcos.

“‘Eu’ é uma música que tocamos ao vivo ao longo desses 20 anos, sempre com roupas diferentes. Sempre apareceu nos nossos setlists. Fala sobre fazer as coisas do nosso jeito, sem ligar para as críticas. Nesse sentido, é meio uma música-manifesto. Quando gravamos, ela tinha toda a cara psicodélica anos 60, o puro freak beat. A cara que ela ganhou na versão atual mantém a referência psicodélica, mas com a roupa dos anos 90. A ideia do disco ao vivo era exatamente registrar essas transformações que as faixas sofrem no tempo”, explica o guitarrista Tomaz Paoliello.

Duas décadas de balanço e turnês internacionais

Fundado em 2005 e expoente do garage-soul brasileiro, o Garotas Suecas celebra 20 anos de trajetória no auge de sua forma. Na bagagem, o quarteto ostenta quatro álbuns de estúdio — Escaldante Banda (2010), Feras Míticas (2013), Futuro do Pretérito (2017) e 1234 (2022) —, além de colaborações memoráveis com ícones como Elza Soares, Paulo Miklos, Lurdez da Luz e o lendário guitarrista norte-americano Kid Congo Powers (ex-The Cramps).

Com passagens marcantes por festivais do porte de Primavera Sound, SXSW e Planeta Terra, o grupo já realizou quatro turnês nos Estados Unidos e duas na Espanha, levando sua música para mais de 50 cidades do mundo. A formação atual conta com Fernando Perdido (baixo e voz), Irina Bertolucci (teclados e voz), Nico Paoliello (bateria e voz) e Tomaz Paoliello (guitarra e voz).


Ficha Técnica — "Eu" (Ao Vivo no Porta Maldita):

  • Banda: Garotas Suecas

  • Composição: Tomaz Paoliello

  • Direção do Clipe: José Menezes

  • Local de Gravação: Porta Maldita (São Paulo/SP)

  • Lançamento: Independente (Disponível em todas as plataformas e YouTube)

  • Crédito da Foto: Fill Almeida

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