Garage Fuzz celebra 35 anos de hardcore com o EP “Powerplant”
- há 24 minutos
- 2 min de leitura
Terceiro EP da atual formação reúne cinco faixas inéditas e uma nova versão de “Jaded”.
Por Juliana Costa, para o Vivendo de Shows.

Em meio às celebrações de seus 35 anos de trajetória, o Garage Fuzz apresenta “Powerplant”, terceiro EP da atual fase da banda, que tem Victor Franciscon nos vocais. O trabalho reúne cinco músicas inéditas e uma nova gravação de “Jaded”, faixa originalmente lançada em “Grawlix” (2024), consolidando o repertório da formação atual sem abandonar os elementos que fizeram do grupo de Santos uma referência do hardcore melódico brasileiro.
Gravado no estúdio OddSounds, em São Paulo, e produzido por Gustavo Scaranelo, o EP combina velocidade, riffs marcantes e agressividade melódica com momentos mais cadenciados e espaço para diferentes camadas instrumentais. Scaranelo também participou da construção dos vocais de apoio, acrescentando novas melodias às composições e à interpretação de Franciscon.
35 ANOS ENTRE LEGADO E PRESENTE
Formado em Santos em 1991, o Garage Fuzz ajudou a estabelecer uma identidade própria para o hardcore melódico no Brasil ao aproximar a urgência do punk e do hardcore de melodias autorais e performances marcadas pela intensidade.
Atualmente, a banda é formada por Victor Franciscon, Wagner Reis, Nando Bassetto, Fabrício de Souza e Daniel Siqueira.
Embora a marca dos 35 anos naturalmente convide a revisitar essa trajetória, “Powerplant” direciona o olhar para o presente. O EP transforma em música temas como desgaste mental, rotina exaustiva, cobrança por produtividade, excesso de estímulos e a dificuldade de desacelerar diante das pressões da vida contemporânea.
A ELETRICIDADE COMO METÁFORA
O próprio título do trabalho funciona como uma chave de leitura para as seis faixas. Uma usina produz, acumula e distribui energia, mas também pode operar próxima do limite. Essa tensão aparece ao longo do EP como metáfora para um corpo e uma mente submetidos a um funcionamento contínuo.
Para Victor Franciscon, as músicas nasceram justamente dessa sensação de excesso. A pressão por produzir, a ansiedade e a impressão de permanecer constantemente no limite atravessam as letras, enquanto a eletricidade aparece como uma força capaz de criar, transformar ou também provocar um colapso.
Entre sobrecarga e movimento, destruição e reconstrução, o EP preserva a velocidade, os riffs e a agressividade melódica que marcaram o grupo, enquanto direciona essas características para as inquietações do presente. E para saber mais como a sonoridade da Garage Fuzz funciona na prática, você pode ouvir "Powerplant" por meio deste link AQUI.
%20(1).png)



Comentários