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FILMICCA celebra o Dia Internacional da Mulher com seleção de filmes dirigidos por cineastas de diferentes partes do mundo

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Plataforma reúne dez obras marcantes que exploram experiências femininas, resistência política e identidade através do olhar de diretoras


por Redação Vivendo de Cinema


‘Letícia, Monte Bonito, 04’ (2020), de Julia Regis
‘Letícia, Monte Bonito, 04’ (2020), de Julia Regis

No mês em que o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, a plataforma de streaming FILMICCA preparou uma curadoria especial dedicada a filmes dirigidos por mulheres e centrados em experiências femininas. A seleção reúne dez produções de diferentes países e épocas, reforçando a potência do olhar feminino no cinema e ampliando o debate sobre gênero, política, identidade e memória.

A data, celebrada em 8 de março e oficializada pela Organização das Nações Unidas em 1977, tem raízes nas mobilizações de trabalhadoras no início do século XX e segue sendo um convite global à reflexão sobre desigualdades e violências que ainda impactam mulheres em diferentes contextos.

Dentro desse espírito, a FILMICCA reuniu obras que atravessam décadas e geografias. A lista vai desde clássicos do cinema feminista até produções contemporâneas, destacando nomes fundamentais como Chantal Akerman, Sara Gómez, Heiny Srour e Alice Rohrwacher.

Clássicos e obras fundamentais do cinema feminista

Entre os destaques está Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles (1975), obra-prima de Chantal Akerman. O filme acompanha três dias na rotina de uma dona de casa viúva cuja vida aparentemente banal começa a se desestruturar lentamente. A produção foi eleita em 2022 pela revista Sight & Sound como o melhor filme de todos os tempos, consolidando seu impacto histórico no cinema.

Outro título poderoso da seleção é De Certa Maneira (1977), único longa-metragem da cineasta cubana Sara Gómez. A obra mistura ficção e documentário para abordar questões de classe, raça e gênero na Cuba pós-revolução, acompanhando o relacionamento entre um operário e uma professora em meio às transformações sociais da época.

Cinema político e resistência feminina

A seleção também destaca produções profundamente ligadas à história e à resistência política. É o caso de Leila e os Lobos (1984), da diretora libanesa Heiny Srour, que resgata o papel das mulheres nas lutas palestinas e libanesas ao longo do século XX.

Outro documentário importante é As Mulheres Palestinas (1974), de Jocelyne Saab, que dá voz a combatentes, estudantes e ativistas palestinas, registrando histórias frequentemente apagadas da narrativa oficial dos conflitos no Oriente Médio.

Novos olhares e narrativas contemporâneas

A curadoria também abre espaço para produções recentes que exploram outras dimensões das experiências femininas. Um dos exemplos é La Chimera (2023), dirigido por Alice Rohrwacher e estrelado pela atriz brasileira Carol Duarte ao lado de Josh O’Connor e Isabella Rossellini. O longa, exibido no Festival de Cannes, mistura fantasia, arqueologia e melancolia para contar a história de um homem obcecado por encontrar sua “quimera”. FILMICCA

Já o curta brasileiro Letícia, Monte Bonito, 04 (2020), dirigido por Julia Regis, oferece um retrato delicado da juventude e do primeiro amor em uma tarde de verão no interior do Rio Grande do Sul. A obra foi vencedora do Prêmio do Público no Festival Mix Brasil.

Diversidade de histórias e geografias

A lista também inclui obras que retratam experiências femininas em contextos culturais distintos, como Juventude (2018), estreia da diretora Lula Ali Ismaïl e primeiro longa de ficção da história do Djibouti, além de Uma Vida Nova em Folha (2009), da cineasta Ounie Lecomte, inspirado em sua própria história de adoção após ser deixada em um orfanato na Coreia do Sul.

Outro destaque é o documentário The Punk Singer (2013), dirigido por Sini Anderson, que mergulha na trajetória da musicista e ativista Kathleen Hanna, figura central do movimento feminista punk “riot grrrl”.

Fechando a seleção, Uma Adolescente de Verdade (1976), de Catherine Breillat, apresenta uma abordagem provocadora sobre o despertar da sexualidade feminina, em uma obra que enfrentou censura e só chegou aos cinemas franceses décadas após sua realização.

Onde assistir

Todos os filmes da curadoria estão disponíveis na plataforma FILMICCA, acessível pelo site oficial e também por aplicativos para smart TVs, Apple TV, Amazon Fire TV, tablets e smartphones.

Com a iniciativa, a plataforma reforça a importância de ampliar o espaço para narrativas femininas no cinema, celebrando diretoras que transformaram — e continuam transformando — a linguagem audiovisual ao redor do mundo.

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