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[Entrevista] Festival e Conferência SPIM reúnem o mercado da música independente em São Paulo

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Idealizado por Edimar Filho, evento acontece de 12 a 16 de agosto e percorre 10 casas de show na capital paulista com foco em profissionalização, painéis sobre direitos autorais e apresentações musicais

por Letícia Pinheiro, editora-chefe do Vivendo de Shows


O mercado da música independente vive um dos seus momentos mais dinâmicos e desafiadores no Brasil. Se por um lado artistas emergentes ganham tração rápida e encontram um ecossistema de festivais mais diverso, por outro enfrentam a inflação nos custos de produção, a complexidade dos algoritmos e a necessidade de estruturação profissional. Para conectar essas pontas, São Paulo recebe entre os dias 12 e 16 de agosto de 2026 a primeira edição da SPIM.

Em entrevista concedida à Leticia Pinheiro, o idealizador do projeto, Edimar Filho, detalhou o propósito da iniciativa: funcionar como um mapa vivo e uma narrativa integradora para as diversas ações culturais que já movimentam os palcos independentes da capital paulista ao longo do ano.

Profissionalização antes do "hype"

Ao contrário de conferências tradicionais que se concentram apenas em grandes cases do mainstream ou em discussões teóricas sobre inteligência artificial, a SPIM desenhou uma grade de painéis com pés fincados na realidade imediata do artista independente.

A curadoria da conferência reunirá 40 palestrantes para debater tópicos fundamentais da cadeia produtiva — desde o registro de faixas e gestão de direitos autorais até a logística prática para o planejamento de turnês nacionais.

"A inteligência artificial e os grandes modelos digitais trazem debates válidos, mas o foco urgente do mercado independente ainda precisa ser a base: a formalização e o entendimento dos direitos autorais. O mainstream nos ensina sobre processos de gestão e escala, mas é no circuito independente que nascem a experimentação e a inovação genuínas", reflete Edimar Filho.

Uma imersão por 10 casas de show de São Paulo

Com uma programação distribuída por 10 casas de show e espaços culturais da cidade, a SPIM somará 12 eventos e 26 atrações musicais. A curadoria dos palcos traça um raio-x do rock alternativo, emo e hardcore contemporâneo, escalando desde referências históricas como o Garage Fuzz até a nova safra de bandas que despontam no underground paulistano.

O legado almejado pela organização é impulsionar uma reação em cadeia na economia criativa. A expectativa é que o encontro estimule o público e os profissionais a fundarem seus próprios selos, marcas de merchandise e produções independentes locais.

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