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Edgar rebobina a própria história em REWIND

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Entre graves profundos e raízes revisitadas, Edgar transforma retorno em potência e reposiciona sua sonoridade no presente. por Leticia Pinheiro, para a Macete Music


Créditos: Vicente Otávio
Créditos: Vicente Otávio

Tem artista que muda de som pra acompanhar tendência. Edgar fez o contrário: voltou pra raiz — e REWIND nasce exatamente dessa decisão.

O novo álbum é um reposicionamento. Edgar puxa o reggae, o dub e a cultura de sound system pro centro da narrativa, mas sem abandonar o que construiu até aqui. É como se ele reorganizasse a própria discografia a partir da base.

Grave na frente

Aqui, o grave manda como protagonista. REWIND funciona melhor quando você sente o som no corpo, não só no fone.

A estética do sound system aparece não só no som, mas na ideia: música como experiência coletiva, de rua, de resistência. E isso dá um peso político sutil, sem precisar ser panfletário.

Menos discurso, mais sensação

Edgar até fala de temas densos — periferia, violência, vivência — mas dessa vez ele escolhe outro caminho: menos mensagem direta, mais atmosfera.

Faixas como “Pode Até Tentar” já abrem o disco nesse tom de afirmação meio torta, enquanto “Copy With Guns” e “Mão Pro Alto” tensionam sem gritar. Já “Baila Loko” e “Beija e Abraça” expandem o território, trazendo outras referências latinas e populares.

E quando chega em “Zum, Zum, Zum”, o conceito fecha bonito: revisitar o passado com outra lente.

Independente, maduro e sem pressa

O disco tem cara de quem não tá tentando provar nada. Produção coletiva, participações pontuais, mistura de idiomas… tudo soa orgânico.

Edgar parece confortável em fazer música do jeito dele — e isso, hoje, já é diferencial.


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