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Bebé transforma rupturas em novos caminhos no álbum “Dissolução”

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Terceiro disco da artista marca sua estreia na produção musical e reúne participações de Tássia Reis, Tuyo, Brisa Flow, Marissol Mwabá e Ana Karina Sebastião.


Por Juan Nobre, da Macete Music, para o Vivendo de Shows.


Crédito: Mariana Maria
Crédito: Mariana Maria

Atravessar mudanças sem ter todas as respostas é o ponto de partida de “Dissolução”, novo álbum de Bebé. No terceiro trabalho da carreira, a artista paulistana mergulha em um processo de transformação pessoal e artística, construindo um disco que fala sobre rupturas, coragem e reinvenção.


Inspirado na ideia alquímica de dissolver para transformar, o projeto acompanha o momento em que antigas estruturas deixam de sustentar quem se é, abrindo espaço para novas possibilidades. Mais do que um disco sobre finais, “Dissolução” registra o movimento de mudança e a decisão de seguir mesmo diante das incertezas.


Depois de trabalhos voltados para identidade e amadurecimento, Bebé adota aqui uma abordagem mais intuitiva. Muitas músicas nasceram sem explicações imediatas, guiadas apenas pela necessidade de existir. “Teve um momento em que eu parei de tentar entender tudo e só deixei as coisas acontecerem”, conta a artista. “Fiz esse disco pra instigar as pessoas a terem coragem. A decidir coisas, falar o que não falariam, fazer o que só fariam no off.”


A sensação de entrega aparece também na construção sonora do álbum. Pela primeira vez, Bebé assume a produção musical de um trabalho, aprofundando sua presença em todas as etapas criativas. Ao lado do produtor Felipe Salvego, seu irmão, ela desenvolve uma sonoridade que aproxima a canção brasileira da liberdade do jazz e das texturas do indie contemporâneo.


Com arranjos orgânicos e guitarras em destaque, “Dissolução” foi construído a partir de fragmentos guardados ao longo dos anos — melodias, frases e sentimentos que ganharam forma dentro do próprio espaço criativo da artista. O resultado é um disco íntimo, mas que encontra força justamente na vulnerabilidade.


O álbum se desenha como um percurso emocional. A abertura acontece com “Meu Peito”, seguida pela faixa-título “Dissolução”, antes de mergulhar em encontros afetivos como “Compartilhando o Céu”, parceria com Tássia Reis, e “Variante Estrelar”, escrita no dia da morte de Lô Borges.


Ao longo do disco, Bebé alterna momentos contemplativos e expansivos. Em “Ano do Cavalo”, ao lado do trio Tuyo, o álbum ganha impulso, enquanto “Se Tocar”, parceria com Ana Karina Sebastião, reflete sobre identidade e transformação através da linguagem.


Na reta final, “Vulcânica”, com Brisa Flow, surge como um momento de liberação emocional, enquanto “No More Hiding”, com Marissol Mwabá, amplia o olhar do disco para uma dimensão coletiva.


O trabalho também reúne músicos como Badi Assad nos violões, Vanessa Ferreira no baixo acústico, Alana Ananias na bateria e a norte-americana Dee Simone, conhecida por colaborações com Doechii.


Entre as referências que acompanham o disco aparecem nomes como Milton Nascimento, Esperanza Spalding, Wayne Shorter e Radiohead, influências que dialogam com a tradição da música brasileira presente em toda a obra.


A estética visual do projeto acompanha esse mesmo conceito de travessia. A capa apresenta um portal em meio à natureza, simbolizando a passagem entre estados emocionais e existenciais distintos.


Para Bebé, “Dissolução” não representa destruição, mas transformação. “Não é sobre destruir. É sobre mudar de estado”, resume a artista.



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