Arte Core retorna ao Rio após cinco anos
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Festival dedicado à cultura urbana e contemporânea acontece nos dias 29 e 30 de agosto, no MAM Rio, com programação gratuita de artes visuais, música, skate, moda e oficinas.
Por Juan Nobre, da Macete Music, para o Vivendo de Shows.

Depois de cinco anos longe do calendário cultural carioca, o Arte Core retorna ao Rio de Janeiro para sua nona edição. Nos dias 29 e 30 de agosto, o festival volta a ocupar o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), no Flamengo, reunindo artes visuais, skate, música, moda, oficinas e diferentes experiências ligadas à cultura urbana e contemporânea.
A programação é gratuita e tem classificação livre. Os ingressos podem ser retirados pela Sympla a partir das 11h desta terça-feira (25).
Uma das novidades de 2026 é a Arte Craft, feira de arte que acontece na Varanda do MAM a partir das 12h de sexta-feira (28), antes da programação principal do festival. O espaço reúne artistas, coletivos, galerias, editoras e iniciativas independentes, com foco na circulação de trabalhos e na aproximação entre criadores e público.
Entre os participantes estão Kenner, Lithos Edição de Arte, Ponte Cultural, Bruno Big & Lev, Filipe Grimaldi & Suvinil, RJ Vandal & Casa Noz, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (SMC), Tu Tá no RJ e Café Preto Tattoo. A feira também contará com mesas de Pavilhão Maxwell Alexandre, Felipe Guga, Futuro Suburbano, RL Escritório de Arte, Rodrigo Rosm, Marujo, Thulio Monteiro, Parceria Visual, Lambe das Minas e Into the Mirror, entre outros.
Nas artes visuais, a curadoria reúne nomes de diferentes regiões do país. Estão confirmados Amanda Nunes e Gugie Cavalcanti, do Distrito Federal; Charles Lessa, do Ceará; Conativo, Dolores Essos, Matheus Abu, Thaís Iroko e Alberto Pereira, do Rio de Janeiro; Robinho Santana, de São Paulo; Luna Bastos, do Piauí; Maria de Lourdes Santiago, do Rio Grande do Norte; Mariê Balbinot, de Erechim, no Rio Grande do Sul; e Gustavo Magalhães, de Curitiba.
Segundo PH, curador das artes visuais, a seleção busca ampliar os olhares sobre a identidade brasileira. A proposta é reunir diferentes perspectivas e romper com estereótipos estabelecidos sobre a brasilidade, valorizando uma produção multicultural e descentralizada.
O público também poderá participar diretamente de atividades artísticas. As oficinas serão conduzidas por Marcelo Macedo, Bruno Big, Antonio Ton, Thais D’Oliveira, Igor Izy, João Lelo, Talita Persi e Alberto Pereira, com experiências que passam por pintura de painel coletivo, desenho, colagem, grafite, montagem de lenços e pintura experimental com giz oleoso.
A moda também ocupa espaço na programação. Apresentado pela Pool Jeans, marca da Riachuelo, o festival terá uma área dedicada à relação entre criatividade, circularidade e impacto social. O público poderá levar peças para doação, que serão encaminhadas a instituições parceiras, além de participar de uma ação de customização.
A Kenner participa pela primeira vez do Arte Core. A marca terá um espaço dedicado à arte urbana, onde o público poderá grafitar durante os dois dias de festival. A parceria também se estende ao projeto Portas Abertas, que terá curadoria do coletivo Futuro Suburbano.
A iniciativa reúne 36 artistas suburbanos, periféricos e de grupos historicamente minorizados em uma exposição coletiva. O projeto busca ampliar a presença dessas produções no festival e reunir diferentes vozes, narrativas e linguagens em um mesmo espaço.
Na música, a curadoria de Daniel Tamenpi reúne DJs que trabalham exclusivamente com discos de vinil. A programação também conta com BNegão e FBC. O rapper mineiro FBC apresenta um pocket show gratuito no domingo, a partir das 21h, em ação promovida pela Kenner.
A trajetória do Arte Core começou em 2013 e, ao longo de 13 anos, o festival ajudou a revelar e projetar nomes como Fefe Talavera, Derlon, Bozo, Zéh Palito, Miguel Afa, Wallace Pato, Mulambo, Bruno Lyfe, Larissa de Souza, Speto, Hanna Lucatelli, Bruno Big, Helen Salomão e Maxwell Alexandre.
Foram oito edições realizadas até 2021. Agora, o retorno ao Rio parte de uma nova perspectiva, colocando o tempo como elemento central do processo de criação. A proposta da edição de 2026 valoriza aquilo que não se encaixa na lógica do imediatismo: o fazer, a tentativa, o erro, a conversa, o ensaio e a convivência.
A programação também reforça a vocação do Arte Core de aproximar diferentes linguagens e públicos, retomando a ocupação do MAM Rio e de seus arredores por manifestações que transitam entre a arte, a música e a cultura urbana.
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